HOSP - Hospital de Olhos de São Paulo — Prova 2020
Das alternativas, a que não se relaciona com atividade uterina prematura é:
Anemia, polidramnia e gemelaridade são fatores de risco para parto prematuro; anencefalia NÃO.
Anemia, polidramnia e gestação gemelar são condições que aumentam o risco de atividade uterina prematura e parto prematuro. A anencefalia, uma malformação fetal grave, não está diretamente relacionada a esse risco.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A atividade uterina prematura, caracterizada por contrações uterinas regulares e progressivas antes do termo, é o precursor do trabalho de parto prematuro. A identificação dos fatores de risco é crucial para a prevenção e o manejo adequado, visando prolongar a gestação e melhorar os desfechos neonatais. A fisiopatologia do parto prematuro é multifatorial, envolvendo inflamação/infecção, estresse uterino (distensão excessiva), isquemia decidual e ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal fetal. Condições como anemia materna podem comprometer a oxigenação e nutrição fetal, contribuindo para o estresse uterino. A polidramnia e a gestação gemelar causam distensão uterina excessiva, um potente estímulo para contrações, aumentando o risco de parto prematuro. O tratamento da atividade uterina prematura visa inibir as contrações (tocólise) e promover a maturação pulmonar fetal com corticosteroides. O prognóstico do recém-nascido prematuro depende da idade gestacional ao nascer e da disponibilidade de cuidados intensivos neonatais. A anencefalia, por outro lado, é uma malformação incompatível com a vida, e embora a gestação possa ser interrompida, não é um fator que induz atividade uterina prematura por si só, sendo sua associação com o parto prematuro indireta ou inexistente.
Fatores de risco para parto prematuro incluem infecções (urinárias, vaginais), gestação múltipla, polidramnia, sangramento vaginal, colo uterino curto, história prévia de parto prematuro, e condições maternas como anemia e estresse.
O excesso de líquido amniótico (polidramnia) causa uma distensão uterina excessiva. Essa distensão pode desencadear a liberação de prostaglandinas e oxitocina, estimulando contrações uterinas e, consequentemente, o trabalho de parto prematuro.
A anencefalia é uma malformação do tubo neural que resulta na ausência de grande parte do cérebro e crânio. Embora seja uma condição grave que pode levar à interrupção da gestação, ela não é um fator causal direto de contrações uterinas prematuras ou trabalho de parto prematuro.
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