Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Com incidência no nosso país superior a 10% de todas as gestações, a prematuridade se associa a piores desfechos neonatais, elevando sobremaneira o custo assistencial dos recémnascidos e causando grande angústia em pais e familiares. Em relação à prematuridade, é correto afirmar:
História de parto prematuro anterior = principal fator de risco para recorrência.
A prematuridade é a principal causa de morbimortalidade neonatal; o antecedente obstétrico é o preditor mais forte, exigindo vigilância com medida de colo e progesterona.
A prematuridade, definida como o parto antes das 37 semanas de gestação, afeta mais de 10% dos nascimentos no Brasil. Sua etiologia é complexa e multifatorial, envolvendo causas espontâneas (trabalho de parto prematuro ou ruptura prematura de membranas) e causas eletivas/iatrogênicas (indicação médica por patologias maternas ou fetais). O reconhecimento precoce dos fatores de risco é crucial para a implementação de medidas preventivas. Além da história obstétrica prévia, outros fatores incluem gestações múltiplas, tabagismo, baixo índice de massa corporal materno, infecções geniturinárias e anomalias uterinas. O manejo atual foca na identificação de pacientes com colo curto e no uso de progesterona, que demonstrou reduzir as taxas de prematuridade em populações selecionadas, impactando diretamente na redução de custos hospitalares e sequelas neonatais a longo prazo.
O principal fator de risco isolado para o parto prematuro é a história de um parto prematuro anterior. Pacientes com esse antecedente apresentam um risco significativamente maior de recorrência em gestações subsequentes, o que demanda um protocolo de acompanhamento rigoroso, incluindo a medida seriada do comprimento do colo uterino via ultrassonografia transvaginal entre a 18ª e 24ª semana e, frequentemente, o uso profilático de progesterona natural micronizada.
Tanto a gravidez na adolescência (especialmente abaixo dos 16 anos) quanto a gravidez em idade avançada (acima dos 35-40 anos) são consideradas fatores de risco para o parto prematuro. Nestes grupos, há uma maior incidência de complicações como pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino, que podem levar ao parto prematuro iatrogênico ou espontâneo, ao contrário do que sugere a ideia de que teriam menor incidência.
Não, o índice de Bishop é uma ferramenta utilizada para avaliar a favorabilidade do colo uterino para a indução do parto em gestações a termo ou próximas ao termo. Para o rastreamento do risco de prematuridade, o método padrão-ouro é a medida do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal. Um colo curto (geralmente < 25 mm) em pacientes de risco ou na triagem universal é um preditor importante de parto prematuro.
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