Parto Prematuro: Prevenção com Progesterona em Colo Curto

SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 32 anos, assintomática GIIIPII(2PN)A0, encontra-se em acompanhamento pré-natal regular com 22 semanas de gestação. Refere que suas duas gestações anteriores evoluíram para parto prematuro com 35 e 31 semanas, respectivamente. Preocupada com a possibilidade de um novo parto prematuro, realizou ultrassonografia que evidenciou feto único, longitudinal, pélvico, com dorso à esquerda, peso fetal estimado em 470g, compatível com 22 semanas de gestação, placenta anterior grau I; normodramnia; colo uterino medindo 12mm. A proposta terapêutica inicial para essa paciente é:

Alternativas

  1. A) atosiban
  2. B) nifedipina
  3. C) salbutamol
  4. D) progesterona

Pérola Clínica

Colo uterino < 25mm em gestante com história de parto prematuro → Progesterona vaginal.

Resumo-Chave

Em gestantes com história de parto prematuro espontâneo e colo uterino curto (geralmente < 25 mm) detectado na ultrassonografia, a suplementação com progesterona (via vaginal) é a conduta inicial de escolha para reduzir o risco de recorrência do parto prematuro.

Contexto Educacional

O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A identificação de gestantes de alto risco e a implementação de estratégias preventivas são cruciais para melhorar os desfechos perinatais. Entre os fatores de risco, a história de parto prematuro prévio e o colo uterino curto, detectado por ultrassonografia transvaginal, são preditores importantes. Para gestantes com história de parto prematuro espontâneo e/ou colo uterino curto (medida < 25 mm entre 18 e 24 semanas), a suplementação com progesterona demonstrou ser eficaz na redução do risco de recorrência. A progesterona atua relaxando o músculo liso uterino, inibindo contrações e fortalecendo o colo uterino. A via vaginal é geralmente preferida devido à sua eficácia e perfil de segurança. Outras intervenções, como a cerclagem cervical, podem ser consideradas em casos selecionados, especialmente em gestantes com história de incompetência istmocervical. Tocolíticos como atosiban, nifedipina e salbutamol são utilizados para inibir o trabalho de parto prematuro já estabelecido, mas não são indicados para a prevenção primária em gestantes assintomáticas com colo curto. O acompanhamento pré-natal rigoroso e a educação da paciente são fundamentais para o sucesso das estratégias preventivas.

Perguntas Frequentes

Quando a progesterona é indicada para prevenir o parto prematuro?

A progesterona é indicada para prevenir o parto prematuro em gestantes com história prévia de parto prematuro espontâneo e/ou com colo uterino curto (geralmente < 25 mm) detectado na ultrassonografia transvaginal entre 18 e 24 semanas.

Qual a via de administração da progesterona para prevenção do parto prematuro?

A via de administração preferencial para a prevenção do parto prematuro em casos de colo uterino curto é a vaginal, devido à sua ação local e menor incidência de efeitos sistêmicos.

Quais são os fatores de risco para parto prematuro?

Fatores de risco incluem história prévia de parto prematuro, gestação múltipla, colo uterino curto, infecções geniturinárias, anomalias uterinas, tabagismo e baixo peso materno.

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