Parto Pré-Termo: Condutas para Reduzir Morbimortalidade

IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020

Enunciado

Analise as condutas a seguir na presença de risco de parto pré-termo: l- Corticoterapia durante a tocólise em gestação com 30 semanas; II - Uso de progesterona vaginal em gestante com colo curto e história prévia de parto pré-termo; III - Neuroproteção fetal com sulfato de magnésio no trabalho de parto em gestação com 30 semanas; Apresenta(m) impacto na redução da morbimortalidade perinatal:

Alternativas

  1. A) apenas I
  2. B) apenas II
  3. C) apenas lll
  4. D) l,ll, lll

Pérola Clínica

Risco de parto pré-termo → Corticoide, progesterona vaginal (colo curto/história PPT), sulfato de magnésio (neuroproteção).

Resumo-Chave

Na ameaça de parto pré-termo, a corticoterapia antenatal (betametasona/dexametasona) acelera a maturação pulmonar fetal. A progesterona vaginal previne o parto pré-termo em gestantes de risco (colo curto ou história prévia). O sulfato de magnésio, em gestações < 32-34 semanas, é crucial para neuroproteção fetal, reduzindo o risco de paralisia cerebral.

Contexto Educacional

O parto pré-termo, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. Suas complicações incluem síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular, enterocolite necrosante, sepse e paralisia cerebral, resultando em sequelas a longo prazo para os sobreviventes. A prevenção e o manejo do risco de parto pré-termo envolvem diversas estratégias com impacto comprovado. A corticoterapia antenatal (com betametasona ou dexametasona) é fundamental para acelerar a maturação pulmonar fetal e reduzir a incidência e gravidade da síndrome do desconforto respiratório e outras complicações neonatais, sendo indicada entre 24 e 34 semanas e 6 dias de gestação. A progesterona vaginal é utilizada para prevenir o parto pré-termo em gestantes de alto risco, como aquelas com colo uterino curto detectado por ultrassonografia ou com história prévia de parto pré-termo espontâneo. Além disso, a neuroproteção fetal com sulfato de magnésio, administrado em gestações com risco iminente de parto pré-termo antes de 32-34 semanas, demonstrou reduzir significativamente o risco de paralisia cerebral e outras disfunções neurológicas no neonato. Todas essas condutas são pilares no manejo atual do parto pré-termo.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da corticoterapia antenatal no risco de parto pré-termo?

A corticoterapia (betametasona ou dexametasona) acelera a maturação pulmonar fetal e reduz o risco de síndrome do desconforto respiratório, hemorragia intraventricular e enterocolite necrosante.

Quando a progesterona vaginal é indicada para prevenção do parto pré-termo?

É indicada para gestantes com colo uterino curto (detectado por ultrassonografia) ou com história prévia de parto pré-termo espontâneo, visando prolongar a gestação.

Como o sulfato de magnésio atua na neuroproteção fetal?

O sulfato de magnésio, administrado antes do parto pré-termo (geralmente < 32-34 semanas), reduz o risco de paralisia cerebral e outras disfunções neurológicas no recém-nascido.

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