FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2023
O grande fator de risco para parto pré-termo é a história de prematuridade na gravidez anterior. Assinale a alternativa que apresenta quais os três grandes marcadores de parto prétermo, que existem atualmente.
Marcadores de parto pré-termo: Vaginose bacteriana, colo curto, fibronectina fetal positiva.
A identificação de marcadores de risco para parto pré-termo é crucial para intervenções preventivas. Vaginose bacteriana, comprimento cervical reduzido e fibronectina fetal positiva são os principais indicadores que podem auxiliar na estratificação do risco e manejo.
O parto pré-termo, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A história de parto pré-termo anterior é o fator de risco mais significativo, mas a identificação de outros marcadores é crucial para a estratificação de risco e implementação de estratégias preventivas. A fisiopatologia do parto pré-termo é multifatorial, envolvendo inflamação, infecção (como a vaginose bacteriana), estresse uterino, insuficiência cervical e fatores genéticos. O rastreamento e a identificação de gestantes em risco são essenciais para intervenções como o uso de progesterona, cerclagem cervical ou manejo de infecções. Atualmente, três grandes marcadores são amplamente utilizados para predizer o risco de parto pré-termo: a vaginose bacteriana, a medida do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal e a fibronectina fetal. A vaginose bacteriana é uma infecção comum que, se não tratada, pode desencadear o trabalho de parto prematuro. Um colo uterino curto (geralmente < 25 mm) é um forte preditor de parto pré-termo. A fibronectina fetal, uma proteína encontrada na interface cório-decidual, quando presente em secreções vaginais após a 22ª semana, indica um risco aumentado de parto prematuro iminente. A combinação desses marcadores permite uma avaliação mais precisa do risco e a implementação de condutas preventivas.
A medida do comprimento do colo uterino por ultrassonografia transvaginal é um excelente preditor de parto pré-termo, especialmente em gestantes assintomáticas com história de prematuridade. Um colo curto (< 25 mm) aumenta significativamente o risco.
A vaginose bacteriana é uma infecção polimicrobiana que pode levar à inflamação e enfraquecimento das membranas amnióticas e do colo uterino, aumentando o risco de ruptura prematura de membranas e trabalho de parto pré-termo.
A fibronectina fetal é uma glicoproteína que atua como 'cola' entre o saco gestacional e o útero. Sua presença no fluido vaginal entre 22 e 34 semanas de gestação, em pacientes com sintomas de trabalho de parto pré-termo, indica um risco aumentado de parto nas próximas 7-14 dias.
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