HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2015
Sobre a assistência ao parto pélvico, a única opção INCORRETA seria:
Manobra de Mauriceau: dedos na boca fetal para flexionar a cabeça, não orofaringe para deflexionar.
A Manobra de Mauriceau é utilizada para auxiliar o desprendimento do polo cefálico no parto pélvico, onde o médico introduz os dedos na boca do feto para promover a flexão da cabeça, e não a deflexão. A alternativa C está incorreta ao afirmar que a manobra força a deflexão e que os dedos são introduzidos na orofaringe.
O parto pélvico, embora menos comum atualmente devido à preferência pela cesariana em muitos casos, ainda é um cenário que exige conhecimento e habilidade do obstetra. A assistência a um parto pélvico vaginal envolve o domínio de diversas manobras obstétricas que visam facilitar o desprendimento das diferentes partes do feto, minimizando riscos para a mãe e o recém-nascido. A compreensão detalhada de cada manobra é crucial para a segurança do procedimento. Entre as manobras mais conhecidas estão a Manobra de Bracht, que auxilia no desprendimento do tronco e cabeça fetal; a Manobra de Rojas, utilizada para o desprendimento das espáduas; e as manobras para o desprendimento do polo cefálico, como a Manobra de Mauriceau e a Manobra de Deventer-Muller, além do uso do fórcipe de Piper. Cada uma possui indicações e técnicas específicas que devem ser rigorosamente seguidas. A Manobra de Mauriceau, por exemplo, é realizada com o objetivo de promover a flexão da cabeça fetal, introduzindo os dedos na boca do feto e aplicando pressão na maxila, enquanto a outra mão apoia o corpo fetal. É um erro comum confundir seu objetivo com a deflexão ou a localização exata dos dedos. O domínio dessas técnicas é essencial para residentes e profissionais que atuam na sala de parto, garantindo uma assistência segura e eficaz em situações de parto pélvico.
A Manobra de Bracht é utilizada para auxiliar o desprendimento do tronco e da cabeça do feto no parto pélvico, onde o parteiro eleva o corpo fetal em direção ao abdome materno, mantendo a flexão da cabeça.
O fórcipe de Piper é especificamente desenhado para auxiliar no desprendimento do polo cefálico retido no parto pélvico, quando a cabeça fetal está encravada após o nascimento do tronco.
A Manobra de Rojas é empregada para desprendimento das espáduas no parto pélvico, realizando-se uma rotação do tronco fetal em 180 graus para expor a espádua anterior, seguida de nova rotação para a espádua posterior.
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