PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
G4 PN3 A0, 41 anos, foi internada em franco trabalho de parto, com bolsa rota e 6 cm de dilatação. Há 1 hora observa-se parada de progressão no final do segundo estágio do parto. A paciente não recebeu analgesia, alega estafa e não consegue executar a prensa abdominal. O feto está em apresentação cefálica fletida, em variedade de posição occiptosacra, no plano +3 de De Lee. Não se observam sinais de desproporção cefalopélvica, mas as contrações são pouco eficientes. O obstetra consulta a paciente e seu acompanhante obtendo autorização para realização de episiotomia e aplicação de fórceps. Como será realizada a extração fetal nesta situação?
Parada de progressão 2º estágio com feto baixo (+3 De Lee) e exaustão materna → Fórceps de Simpson com tração durante contrações.
A paciente apresenta parada de progressão no final do segundo estágio do parto, com feto em plano baixo (+3 de De Lee) e exaustão materna, indicando a necessidade de parto instrumental. O fórceps de Simpson é o mais adequado para tração em partos baixos, e a tração deve ser realizada em sincronia com as contrações uterinas para otimizar a eficácia e mimetizar o parto fisiológico.
O parto instrumentalizado com fórceps é uma intervenção obstétrica que visa auxiliar a extração fetal em situações específicas, como a parada de progressão do trabalho de parto no segundo estágio, exaustão materna ou sofrimento fetal. A escolha do tipo de fórceps e a técnica adequada são cruciais para a segurança materno-fetal. É fundamental que o obstetra tenha experiência e que a paciente e seu acompanhante deem consentimento. Neste caso, a paciente apresenta exaustão e parada de progressão com o feto em plano +3 de De Lee, uma apresentação baixa. O fórceps de Simpson é o instrumento de escolha para partos baixos ou de saída, sendo projetado para tração. A tração deve ser aplicada durante as contrações uterinas, sincronizando com os esforços maternos, para otimizar a eficácia e minimizar o trauma. A variedade de posição occiptosacra pode ser manejada com tração e, se necessário, uma leve rotação manual ou com o próprio fórceps, mas a principal necessidade é a extração. É um erro comum confundir as indicações dos fórceps. O fórceps de Kielland, por exemplo, é mais indicado para rotações em planos mais altos ou em casos de apresentação transversa. Para residentes, compreender a anatomia pélvica, os planos de De Lee e as indicações e técnicas de cada tipo de fórceps é essencial para a prática obstétrica segura.
As principais indicações incluem parada de progressão no segundo estágio, exaustão materna, sofrimento fetal e certas condições maternas que contraindicam o esforço de puxo prolongado.
O fórceps de Simpson é primariamente um fórceps de tração, usado em partos baixos ou de saída. O fórceps de Kielland é um fórceps de rotação, utilizado para corrigir malposições em planos mais altos.
A tração durante as contrações mimetiza o mecanismo fisiológico do parto, aproveitando a força uterina para auxiliar na descida e expulsão fetal, reduzindo a força necessária e o risco de trauma.
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