HASP - Hospital Adventista de São Paulo — Prova 2023
Paciente, 26 anos, 2G, 1PN,0A, com pré-natal normal e gestação gemelar de 39 semanas, da entrada no pronto socorro obstétrico apresentando bolsa rota há 1 hora e 6 cm de dilatação ao toque uterino. Ecografia recente mostra o primeiro feto em apresentação cefálica e o segundo em apresentação pélvica. A conduta neste caso é:
Em gestação gemelar a termo com 1º feto cefálico, parto vaginal é a conduta preferencial, mesmo com 2º feto não cefálico.
Em gestações gemelares a termo (37 semanas ou mais), com o primeiro gemelar em apresentação cefálica, a via de parto vaginal é a conduta preferencial, mesmo que o segundo gemelar esteja em apresentação não cefálica (como pélvica). A cesariana é reservada para intercorrências ou quando o primeiro gemelar não está em apresentação cefálica. A presença de bolsa rota e 6 cm de dilatação indica trabalho de parto ativo, favorecendo a via vaginal.
A gestação gemelar é considerada de alto risco e exige manejo obstétrico cuidadoso, especialmente no que diz respeito à via de parto. A decisão sobre parto vaginal ou cesariana é complexa e depende de múltiplos fatores, incluindo a idade gestacional, a corionicidade, o peso fetal estimado e, crucialmente, a apresentação do primeiro feto. Em gestações gemelares a termo (≥ 37 semanas), a apresentação do primeiro gemelar é o principal determinante da via de parto. Se o primeiro feto estiver em apresentação cefálica, o parto vaginal é geralmente a via preferencial, mesmo que o segundo feto esteja em apresentação não cefálica (pélvica ou transversa). Após o nascimento do primeiro gemelar, o segundo feto pode girar espontaneamente para uma apresentação favorável ou pode ser auxiliado por manobras externas ou internas (versão cefálica ou podálica). A cesariana é indicada em gestações gemelares quando o primeiro feto não está em apresentação cefálica, em casos de gemelaridade monocoriônica monoamniótica, restrição de crescimento intrauterino seletiva grave, ou outras complicações maternas ou fetais. A presença de bolsa rota e dilatação avançada em uma gestação gemelar a termo com o primeiro feto cefálico reforça a indicação de tentativa de parto vaginal, com monitoramento rigoroso e preparo para possíveis intercorrências, como a necessidade de cesariana para o segundo gemelar em caso de distocia ou sofrimento fetal.
O parto vaginal é indicado em gestações gemelares a termo (≥ 37 semanas) quando o primeiro feto está em apresentação cefálica e não há outras contraindicações maternas ou fetais, independentemente da apresentação do segundo feto.
A apresentação do primeiro gemelar é crucial porque ele é o que 'abre caminho' para o segundo. Se o primeiro feto está cefálico, o risco de intercorrências para o segundo feto é menor, mesmo que ele esteja em apresentação pélvica ou transversa.
As complicações podem incluir distocia do segundo gemelar, prolapso de cordão, descolamento prematuro de placenta após o nascimento do primeiro feto, e necessidade de manobras ou cesariana de emergência para o segundo feto.
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