Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
As condições de aplicabilidade do fórcipe para garantir o MELHOR resultado com o mínimo de morbidade incluem: I. esvaziamento vesical. II. dilatação total e membranas rotas.III. analgesia e episiotomia. IV. pólo cefálico no plano zero de De Lee. Está CORRETO, APENAS, o contido em
Condições para fórcipe seguro: bexiga vazia, dilatação total, membranas rotas, analgesia, episiotomia (se necessário), feto vivo e encaixado.
A aplicação do fórcipe exige condições específicas para garantir a segurança materno-fetal. Esvaziamento vesical, dilatação cervical completa e membranas rotas são pré-requisitos. Analgesia adequada e, frequentemente, episiotomia, contribuem para um procedimento menos traumático e com menor morbidade. O polo cefálico deve estar pelo menos em +2 de De Lee para fórcipe baixo, não necessariamente no plano zero.
O parto fórcipe é um procedimento obstétrico instrumental utilizado para auxiliar a extração fetal em situações específicas, visando reduzir a morbidade materno-fetal. Para garantir a segurança e o sucesso do procedimento, uma série de condições prévias devem ser rigorosamente avaliadas. Entre elas, destacam-se o esvaziamento vesical, que previne lesões e otimiza o espaço pélvico, e a dilatação cervical total com membranas rotas, que assegura a passagem do feto sem obstruções cervicais. Além disso, a analgesia adequada é fundamental para o conforto materno e a cooperação durante o procedimento, enquanto a episiotomia, embora não universalmente obrigatória, é frequentemente realizada para ampliar o canal de parto e prevenir lacerações irregulares, contribuindo para um 'melhor resultado com o mínimo de morbidade'. A avaliação do polo cefálico é crítica; o feto deve estar vivo e a cabeça encaixada. A condição de 'polo cefálico no plano zero de De Lee' (fórcipe médio) não representa o cenário de 'mínimo de morbidade', sendo o fórcipe baixo (cabeça em +2 ou mais) o de menor risco. A correta aplicação do fórcipe exige experiência e conhecimento das indicações e contraindicações. A falha em cumprir essas condições pode levar a complicações graves para a mãe (lacerações extensas, hemorragias, lesões vesicais/retais) e para o feto (trauma craniano, lesões nervosas). Portanto, a decisão de usar o fórcipe deve ser bem ponderada e baseada em uma avaliação clínica completa.
As principais indicações incluem exaustão materna, período expulsivo prolongado, sofrimento fetal agudo (quando o parto vaginal é iminente), doenças maternas que contraindicam o esforço de puxo (ex: cardiopatias graves) e rotação da cabeça fetal.
O esvaziamento vesical é crucial para evitar lesões na bexiga durante a aplicação do fórcipe, além de proporcionar mais espaço na pelve, facilitando a instrumentação e a descida fetal.
O fórcipe de alívio (ou baixo) é aplicado quando o polo cefálico está em +2 de De Lee ou mais. O fórcipe médio é aplicado quando o polo cefálico está entre 0 e +2 de De Lee. O fórcipe alto, aplicado quando a cabeça está acima de 0 de De Lee, é contraindicado na prática obstétrica moderna devido aos altos riscos.
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