Parto a Fórceps: Indicação na Bradicardia Fetal

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025

Enunciado

Paciente G.H.S, 25 anos, primigesta, com 40 semanas de gestação, encontra-se no período expulsivo há 2 horas. A paciente está exausta, com contrações adequadas, dilatação cervical completa, bolsa rota e o feto está em apresentação cefálica, posição occipito esquerda anterior, com a cabeça no plano +2 de De Lee. O monitoramento fetal indica bradicardia fetal persistente de 90bpm. Considerando o cenário clínico acima, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Indicar parto a fórceps para extração fetal, uma vez que há sinais de hipóxia intraparto e o polo cefálico profundamente encaixado dificulta e aumenta o risco da cesariana.
  2. B) Indicar parto com o uso do vacuoextrator, uma vez que há sinais de hipóxia intraparto e sua segurança e efetividade na situação mostrada são superiores quando comparadas ao fórceps.
  3. C) Indicar cesariana, já que a variedade de posição do polo cefálico contraindica a realização de fórceps ou vacuoextrator.
  4. D) Indicar cesariana, uma vez que o fórceps não deve ser utilizado em primíparas e o vacuoextrator está contraindicado para rotação.

Pérola Clínica

Bradicardia fetal persistente + período expulsivo prolongado + feto em +2 De Lee → fórceps para extração rápida.

Resumo-Chave

A bradicardia fetal persistente indica sofrimento fetal agudo, exigindo resolução rápida do parto. Com o feto em plano +2 de De Lee e dilatação completa, o fórceps é a escolha mais segura e rápida para extração, minimizando riscos maternos e fetais em comparação com uma cesariana de difícil execução.

Contexto Educacional

O parto instrumental, seja por fórceps ou vácuo extrator, é uma ferramenta crucial na obstetrícia para resolver situações de distocia de período expulsivo ou sofrimento fetal agudo. A escolha entre fórceps e vácuo depende de diversos fatores, incluindo a experiência do operador, a variedade de posição, o plano de De Lee e a urgência da situação clínica. A bradicardia fetal persistente é um sinal de hipóxia intraparto que exige intervenção imediata para evitar danos neurológicos ao feto. Neste cenário, a paciente primigesta com 40 semanas, em período expulsivo há 2 horas (caracterizando período expulsivo prolongado), com feto em plano +2 de De Lee (indicando que a cabeça está bem baixa na pelve) e bradicardia fetal persistente, configura uma emergência obstétrica. A aplicação do fórceps permite uma extração fetal rápida e controlada, sendo mais segura e eficaz do que uma cesariana que seria tecnicamente difícil e demorada devido ao encaixe profundo da cabeça fetal. O conhecimento das indicações e contraindicações de cada método é fundamental para a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são as indicações para o uso de fórceps no parto?

O fórceps é indicado em casos de período expulsivo prolongado, sofrimento fetal agudo (como bradicardia persistente), exaustão materna ou necessidade de encurtar o período expulsivo por condições maternas.

Qual a diferença entre fórceps e vácuo extrator?

Ambos são métodos de parto instrumental. O fórceps oferece maior controle sobre a rotação e tração, sendo preferível em situações de sofrimento fetal agudo e quando há necessidade de rotação. O vácuo extrator é geralmente mais fácil de aplicar, mas menos eficaz para rotações e pode ter maior risco de cefalohematoma.

Quando a cesariana é preferível ao parto instrumental em período expulsivo?

A cesariana é preferível quando há contraindicações ao parto vaginal (ex: placenta prévia, desproporção cefalopélvica), falha de parto instrumental, ou quando o feto não está em um plano adequado para a aplicação do fórceps/vácuo (ex: cabeça muito alta).

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