Distócias do Parto: Manejo da Parada Secundária da Descida

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020

Enunciado

O parto disfuncional é caracterizado pela presença de distócias. A identificação das distócias é feita pela observação das curvas de dilatação cervical e pela descida da apresentação expressas no partograma. Marque a opção que apresenta uma opção terapêutica para cada tipo de distócia:

Alternativas

  1. A) Parto preciptado deve ser tratado com uso de ocitócito.
  2. B) Parada secundária da descida, estando indicado a operação cesariana.
  3. C) Período pélvico prolongado, repouso em decúbito lateral esquerdo é indicado.
  4. D) Fase ativa prolongada deve ser corrigida com método de indução de Krause.

Pérola Clínica

Parada secundária da descida no partograma → indicação de cesariana.

Resumo-Chave

A parada secundária da descida, caracterizada pela ausência de progressão da apresentação fetal por um período determinado (geralmente 1 hora ou mais em multíparas, 2 horas ou mais em primíparas, após dilatação completa), é uma distócia que frequentemente indica a necessidade de operação cesariana, especialmente se não houver resposta à ocitocina ou se houver desproporção cefalopélvica.

Contexto Educacional

O parto disfuncional refere-se a um trabalho de parto que não progride normalmente, caracterizado pela presença de distócias. A identificação precoce dessas distócias é crucial e é feita principalmente pela observação das curvas de dilatação cervical e da descida da apresentação fetal registradas no partograma. O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade. As distócias podem ser classificadas em distúrbios da fase latente, da fase ativa (como fase ativa prolongada ou parada secundária da dilatação) e distúrbios da descida (como parada secundária da descida ou período pélvico prolongado). A parada secundária da descida é uma condição em que a apresentação fetal não progride por um período definido (geralmente 1-2 horas, dependendo da paridade e da fonte), mesmo com contrações uterinas adequadas. Nesses casos, após avaliação cuidadosa para excluir desproporção cefalopélvica ou outras causas obstrutivas, e se a condução com ocitocina não for eficaz, a operação cesariana torna-se a opção terapêutica mais segura e indicada para evitar complicações maternas e fetais. É fundamental que o residente saiba interpretar o partograma e tomar decisões clínicas adequadas diante das diferentes distócias.

Perguntas Frequentes

O que caracteriza a parada secundária da descida no partograma?

A parada secundária da descida é caracterizada pela ausência de progressão da apresentação fetal por um período mínimo de 1 hora em multíparas ou 2 horas em primíparas, após a dilatação cervical completa e contrações uterinas adequadas.

Quando a cesariana é indicada para distócias de descida?

A cesariana é indicada para parada secundária da descida quando não há resposta à condução com ocitocina, há suspeita de desproporção cefalopélvica, ou outras causas obstrutivas que impedem a progressão do parto vaginal.

Quais são as principais causas de parto disfuncional?

As principais causas de parto disfuncional incluem distúrbios da contratilidade uterina (hipoatividade), distócias de trajeto (pélvicas ou de partes moles) e distócias fetais (macrossomia, malformações, má-apresentação).

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