UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2017
A participação popular compreende as múltiplas ações que diferentes forças sociais desenvolvem para influenciar a formulação, a execução, a fiscalização e a avaliação das políticas públicas e/ou dos serviços básicos na área social (p. ex. saúde, educação, habitação, transporte e saneamento básico), inclusive na Atenção Primária à Saúde (APS) (PIANA & CAVALLI, 2012). Com base nesta afirmativa é correto afirmar que:
Participação popular em saúde → respaldo moral DUDH + institucionalização Lei 8.142/90 (Conselhos/Conferências).
A participação popular na gestão da saúde, embora institucionalizada no Brasil pela Lei 8.142/90 com os Conselhos e Conferências de Saúde, tem um fundamento moral e ético mais amplo, que remonta a princípios de dignidade humana e direitos fundamentais expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A participação popular é um pilar fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil, refletindo o princípio da democracia participativa. Ela se manifesta através de mecanismos como os Conselhos e Conferências de Saúde, que permitem à sociedade influenciar a formulação, execução e fiscalização das políticas de saúde. Embora a Lei nº 8.142/90 seja o marco legal que institucionaliza o controle social no SUS, a ideia de participação cidadã em questões que afetam a vida das pessoas tem raízes mais profundas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), proclamada em 1948, estabelece princípios de dignidade, igualdade e direitos fundamentais que servem como base moral para a participação popular em todas as esferas sociais, incluindo a saúde. Para residentes, compreender a participação popular não é apenas conhecer a legislação, mas entender seu papel na garantia da equidade, integralidade e universalidade do SUS, promovendo uma gestão mais transparente e alinhada às necessidades da população.
A Lei nº 8.142, de 1990, estabelece a participação da comunidade na gestão do SUS, garantindo a criação e o funcionamento dos Conselhos e Conferências de Saúde.
São instâncias colegiadas permanentes e deliberativas que atuam na formulação de estratégias e no controle da execução das políticas de saúde, em todos os níveis de governo.
A DUDH, ao preconizar a dignidade e os direitos inerentes a todos os seres humanos, fornece o respaldo moral e ético para a participação cidadã na gestão de políticas públicas, incluindo a saúde, como um direito fundamental.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo