Parotidite Infecciosa em Crianças: Manejo e Alerta

AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021

Enunciado

Menino, 5 anos, é trazido pela mãe para consulta não agendada na UBS, com história de febre há dois dias e com aumento de volume na região cervical direita, ao longo da mandíbula, acompanhado de dor local, desde o início da noite de ontem. Após o exame clínico você faz o diagnóstico de parotidite infecciosa. Não há história de outros casos na área de cobertura da UBS. A caderneta vacinal, trazida pela mãe, confirma que o menino recebeu uma dose de trípice viral (SCR) e uma dose tetra viral (SCR com varicela) aos 12 e aos 15 meses de idade, respectivamente. Diante do quadro você faz orientações sobre repouso e afastamento escolar, além de prescrever analgesia. A seguir você deve: Escolha a correta:

Alternativas

  1. A) Realizar a notificação compulsória da doença.
  2. B) Solicitar dosagem de amilase sérica pelo risco de pancreatite.
  3. C) Prescrever anti-inflamatório para profilaxia da orquite e da epididimite.
  4. D) Orientar à mãe quanto ao aparecimento de outros sinais.

Pérola Clínica

Parotidite viral (caxumba) em vacinado: orientar sobre sinais de alerta para complicações, não é notificação compulsória imediata.

Resumo-Chave

A parotidite infecciosa, ou caxumba, em um paciente vacinado, geralmente tem um curso benigno. A conduta inicial envolve repouso, analgesia e afastamento social. O mais importante é orientar os pais sobre os sinais de alerta para complicações, como orquite, pancreatite ou meningite, que, embora raras em vacinados, podem ocorrer.

Contexto Educacional

A parotidite infecciosa, comumente conhecida como caxumba, é uma doença viral aguda causada pelo vírus Paramyxovirus, que afeta principalmente as glândulas parótidas. Embora a vacinação com a tríplice viral (SCR) e tetra viral (SCRV) tenha reduzido drasticamente sua incidência, casos ainda podem ocorrer, especialmente em indivíduos vacinados, embora geralmente com um curso mais leve e menor risco de complicações. A doença é altamente contagiosa e transmitida por gotículas respiratórias. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na presença de febre, mal-estar e inchaço doloroso das glândulas parótidas. Em crianças vacinadas, a apresentação costuma ser atenuada. O manejo é sintomático, incluindo repouso, hidratação e analgesia. O afastamento escolar ou do trabalho é recomendado para evitar a propagação do vírus. É fundamental que o médico oriente os pais sobre os sinais de alerta para complicações, que, embora raras em vacinados, podem ser graves. As complicações da caxumba incluem orquite (inflamação testicular, a mais comum em adolescentes e adultos), ooforite, pancreatite, meningite asséptica e, mais raramente, encefalite e surdez. A notificação compulsória da caxumba é importante para a vigilância epidemiológica, especialmente em casos de surtos ou para monitorar a efetividade da vacinação. No entanto, um caso isolado em um paciente com esquema vacinal completo pode não exigir uma notificação imediata, mas sim um acompanhamento cuidadoso e orientação sobre os sinais de gravidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da parotidite infecciosa (caxumba)?

A parotidite infecciosa é caracterizada por febre, mal-estar, dor e inchaço das glândulas parótidas, geralmente bilateral, mas podendo ser unilateral. A dor piora com a mastigação e ingestão de alimentos ácidos. Pode haver também inchaço de outras glândulas salivares.

Quais são as principais complicações da caxumba e como identificá-las?

As principais complicações incluem orquite (inflamação testicular, com dor e inchaço escrotal), ooforite (inflamação ovariana), pancreatite (dor abdominal intensa, vômitos), meningite asséptica (cefaleia intensa, rigidez de nuca) e surdez. A vigilância dos pais é crucial para identificar esses sinais.

A parotidite infecciosa é uma doença de notificação compulsória?

Sim, a parotidite infecciosa é uma doença de notificação compulsória no Brasil, mas a notificação é feita em casos de surtos ou quando há suspeita de falha vacinal ou para vigilância epidemiológica. Um caso isolado em um paciente com vacinação completa pode não exigir notificação imediata, mas o médico deve seguir as diretrizes locais de vigilância.

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