Parkinsonismo Secundário: Exposição a Agrotóxicos e Neurotoxicidade

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023

Enunciado

Homem, 54a, é encaminhado ao ambulatório de Saúde do Trabalhador com hipótese de parkisonismo secundário e queixas de perda de memória, em uso de levodopa. Previamente hígido, trabalha como vigilante em um condomínio. Há dois anos, durante aplicação de herbicida no jardim do seu local de trabalho, derramou o produto sobre o corpo acidentalmente. Refere que o produto permaneceu em contato com a pele por cerca de uma hora. No mesmo dia, ao final da jornada de trabalho apresentou indisposição geral, ardência e vermelhidão nos olhos. Uma semana depois, notou aparecimento de vesículas nas áreas cutâneas expostas ao contato com o produto, que duraram quinze dias. Após um mês, apresentou parestesias de predomínio distal nos quatro membros com resolução espontânea em 45 dias, mantendo rigidez e lentificação motora. Exame neurológico atual: síndrome acinético-rígida, Mini Exame do Estado Mental=23/30 pontos. Eletroneuromiografia dos quatro membros=normal. Ressonância magnética cerebral: hipersinal em T2 no globo pálido, na substância negra, na via nigro-estriatal e na substância cinzenta periaquedutal, bilateral e simétrica. O DIAGNÓSTICO PROVÁVEL É DE PARKINSONISMO SECUNDÁRIO POR EXPOSIÇÃO A QUAL AGROTÓXICO HERBICIDA?

Alternativas

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