CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2015
Paciente de 15 anos de idade adota a posição viciosa de cabeça mostrada abaixo para evitar diplopia. Tal posição de cabeça pode ser explicada pelo seguinte acometimento muscular:
Paresia de Oblíquo Superior → Cabeça inclinada para o ombro contralateral à lesão.
O Oblíquo Superior é depressor e incitotortor. Na sua paresia, o olho afetado sofre extorsão e hipertropia, compensadas pela inclinação da cabeça para o lado oposto.
A paresia do IV par craniano é a causa mais comum de diplopia vertical adquirida. O músculo oblíquo superior (OS) tem sua ação depressora máxima quando o olho está em adução. Clinicamente, observa-se hipertropia do olho afetado que piora na adução e na inclinação da cabeça para o mesmo lado (sinal de Bielschowsky). O torcicolo ocular (posição viciosa de cabeça) é um mecanismo adaptativo. Na paresia do OS direito, o paciente apresenta hipertropia direita. Ao inclinar a cabeça para a esquerda, ele utiliza os músculos intortores do olho esquerdo e extortores do olho direito para manter o alinhamento, minimizando o desvio vertical e a ciclo-desviação.
É um teste diagnóstico para paresia do músculo oblíquo superior (IV par). Consiste em inclinar a cabeça do paciente para os ombros. O teste é positivo quando a hipertropia do olho afetado aumenta significativamente ao inclinar a cabeça para o lado da lesão.
O músculo oblíquo superior é o principal intortor do olho. Na sua ausência, o olho sofre extorsão. Para compensar e fundir as imagens (evitar diplopia), o paciente inclina a cabeça para o ombro oposto, o que reduz a necessidade de inciclotorsão do olho afetado.
As funções primordiais são a inciclotorsão, a depressão (especialmente em adução) e a abdução. É o único músculo inervado pelo nervo troclear (IV par craniano).
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