CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2024
Paciente de 35 anos apresenta posição compensadora da cabeça com inclinação de 20° para a esquerda. Quais seriam outros possíveis achados que corroborariam a hipótese de paresia congênita de oblíquo superior?
Paresia de OS → Hipertropia que ↑ na inclinação ipsilateral e na adução (versão contralateral).
A paresia congênita do IV par manifesta-se com inclinação da cabeça para o lado oposto à lesão, assimetria facial (hipoplasia) e desvio vertical que piora quando o olho afetado tenta olhar para 'dentro' (adução).
A paresia do nervo troclear (IV par) é a causa mais comum de estrabismo vertical isolado. O músculo oblíquo superior é responsável pela depressão (em adução) e inciclotorsão. Quando paralisado, o olho afetado fica em hipertropia e exciclotorsão. Em casos congênitos, o diagnóstico é muitas vezes feito tardiamente quando a compensação pelo torcicolo falha (descompensação da foria). A análise de fotografias antigas ('álbum de família') é uma ferramenta diagnóstica clássica para confirmar a cronicidade do torcicolo. O tratamento geralmente é cirúrgico, visando o fortalecimento do oblíquo superior ou o enfraquecimento do seu antagonista ipsilateral (oblíquo inferior).
É a terceira etapa do teste de Parks-Bielschowsky. Consiste em inclinar a cabeça do paciente para os ombros direito e esquerdo. Na paresia do oblíquo superior, o desvio vertical (hipertropia) aumenta significativamente quando a cabeça é inclinada para o lado da lesão.
O torcicolo ocular crônico (inclinação da cabeça) desde a infância leva a uma remodelação do crescimento facial. O lado da face voltado para o ombro (lado para o qual a cabeça está inclinada, geralmente o lado sadio) torna-se hipoplásico ou 'encurtado' em comparação ao outro lado.
Ambas causam hipertropia em adução. No entanto, a paresia de OS apresenta o teste de Bielschowsky positivo (piora com inclinação da cabeça) e frequentemente sinais de torcicolo antigo e grande amplitude de fusão vertical, o que não ocorre na hiperfunção primária isolada.
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