CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
É característica da paresia unilateral do oblíquo superior:
Paresia do IV par → Hipertropia que ↑ na adução e na inclinação da cabeça ipsilateral.
A paresia do oblíquo superior causa hipertropia do olho afetado, que se acentua quando o olho entra em adução ou quando a cabeça é inclinada para o lado da lesão.
A paralisia do nervo troclear (IV par) é a causa mais comum de estrabismo vertical ciclotrópico. O músculo oblíquo superior tem funções complexas de depressão, inciclodução e abdução. Clinicamente, o paciente apresenta diplopia vertical e torcional, frequentemente adotando uma inclinação compensatória da cabeça para o lado oposto ao olho afetado para minimizar o desvio. O diagnóstico diferencial deve incluir a síndrome de Brown, a miastenia gravis e a orbitopatia de Graves, sendo o teste de Parks-Helveston a ferramenta clínica padrão-ouro para localização do músculo parético.
O teste de Bielschowsky é a terceira etapa do teste de Parks-Helveston, usado para diagnosticar paresias do músculo oblíquo superior (IV par). Ele consiste em inclinar a cabeça do paciente lateralmente para cada ombro. O teste é positivo quando a hipertropia do olho afetado aumenta significativamente ao inclinar a cabeça para o lado da lesão, devido à perda da função de inciclodução do oblíquo superior e ação excessiva do reto superior.
O músculo oblíquo superior é o principal depressor do olho quando este se encontra em adução. Na presença de paresia, a força depressora é perdida, permitindo que o músculo antagonista ipsilateral (oblíquo inferior) e os retos verticais causem um desvio vertical para cima (hipertropia), que se torna mais evidente justamente na posição de adução, onde a ação vertical do oblíquo superior seria máxima.
As causas podem ser congênitas (muitas vezes descompensadas na idade adulta) ou adquiridas. Entre as adquiridas, o trauma craniano é a causa mais frequente devido ao longo trajeto intracraniano do nervo troclear. Outras causas incluem isquemia microvascular (comum em diabéticos e hipertensos), tumores ou processos inflamatórios no tronco cerebral ou órbita.
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