CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2013
Retinografia mostra relação fóvea/disco óptico com a fóvea mais baixa que a borda inferior do disco óptico. Qual é o diagnóstico mais provável?
Fóvea abaixo da borda inferior do disco na retinografia → Exciclodução (Paresia de OS).
O músculo oblíquo superior é o principal inciclotor. Sua fraqueza (paresia) resulta em exciclodução, deslocando a fovea inferiormente em relação ao disco óptico.
A paresia do IV par craniano (nervo troclear) é a causa mais comum de estrabismo paralítico ciclo-vertical. O músculo oblíquo superior é responsável pela depressão (em adução), abdução e, crucialmente, inciclodução. A avaliação da ciclotorsão por meio da retinografia ou fundoscopia indireta é uma ferramenta diagnóstica objetiva valiosa. A exciclodução é um achado clássico e ajuda a diferenciar a paresia do OS de outras causas de desvio vertical, como a dissociação do desvio vertical (DVD) ou paresias de músculos retos.
O músculo oblíquo superior (OS) tem como uma de suas funções primordiais a inciclodução (rotação interna do olho). Quando há uma paresia do OS, o músculo antagonista (oblíquo inferior) e os retos agem sem oposição adequada, resultando em exciclodução (rotação externa). Na retinografia, essa rotação externa faz com que a fóvea se desloque para baixo em relação à sua posição anatômica normal (que é geralmente na metade inferior do disco óptico).
Em um olho normal, a fóvea situa-se horizontalmente em um nível entre o terço inferior e a borda inferior do disco óptico. Qualquer posição significativamente abaixo da borda inferior sugere exciclodução, enquanto uma posição acima do terço médio sugere inciclodução.
Além da exciclodução na fundoscopia, o paciente frequentemente apresenta hipertropia do olho afetado (que piora na inclinação da cabeça para o mesmo lado - Teste de Bielschowsky positivo) e diplopia vertical.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo