HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2023
As parasitoses intestinais ainda são um grave problema de saúde, principalmente nos países em desenvolvimento. Sobre as parasitoses intestinais, é CORRETO afirmar que:
Mebendazol = polivalente para helmintíases, mas ineficaz contra Strongyloides stercoralis.
O mebendazol é um anti-helmíntico de amplo espectro, eficaz contra a maioria das helmintíases intestinais (como ascaridíase, ancilostomíase, tricuríase, enterobíase), sendo uma opção de baixo custo e amplamente utilizada. No entanto, ele não possui ação significativa contra a estrongiloidíase, para a qual a ivermectina é a droga de escolha.
As parasitoses intestinais representam um desafio significativo de saúde pública, especialmente em regiões com saneamento básico deficiente. Elas afetam milhões de pessoas globalmente, causando uma gama de sintomas que vão desde inespecíficos (diarreia, dor abdominal) até quadros graves de desnutrição e complicações orgânicas. O diagnóstico e tratamento adequados são essenciais para o controle dessas doenças e a melhoria da qualidade de vida. A fisiopatologia das parasitoses varia conforme o agente. Por exemplo, Ascaris lumbricoides pode causar obstrução intestinal e síndrome de Loeffler durante sua fase pulmonar, enquanto Strongyloides stercoralis pode levar à autoinfecção e hiperinfecção em imunocomprometidos. O diagnóstico é predominantemente feito por exames parasitológicos de fezes, como o método de Kato-Katz para quantificação de ovos em helmintíases, ou o método de Baermann-Moraes para larvas de Strongyloides, cada um com suas especificidades. O tratamento das parasitoses intestinais baseia-se no uso de anti-helmínticos e antiparasitários. O mebendazol é um fármaco clássico, de baixo custo e amplo espectro, eficaz contra a maioria das helmintíases gastrointestinais, como ascaridíase, ancilostomíase e tricuríase, agindo ao inibir a captação de glicose pelos vermes. Contudo, é crucial reconhecer suas limitações, como a ineficácia contra Strongyloides stercoralis, para a qual a ivermectina é a droga de escolha. A profilaxia, embora desincentivada como uso indiscriminado pela OMS devido ao risco de resistência e toxicidade, é importante em campanhas de saúde pública em áreas endêmicas, focando em saneamento e educação.
O mebendazol é eficaz contra Ascaris lumbricoides (ascaridíase), Ancylostoma duodenale e Necator americanus (ancilostomíase), Trichuris trichiura (tricuríase) e Enterobius vermicularis (enterobíase), sendo um fármaco de amplo espectro para essas helmintíases.
A ivermectina é o tratamento de escolha para a estrongiloidíase, devido à sua alta eficácia contra as larvas de Strongyloides stercoralis, que são responsáveis pela autoinfecção e hiperinfecção, especialmente em pacientes imunocomprometidos.
O mebendazol atua inibindo a polimerização da tubulina nos parasitas, o que interfere na formação dos microtúbulos e, consequentemente, na captação de glicose. Isso leva à depleção de energia e à morte do helminto, impedindo sua sobrevivência e reprodução.
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