HPM - Hospital da Polícia Militar de Minas Gerais — Prova 2020
Acerca das parasitoses intestinais, relacione a segunda coluna de acordo com a primeira: COLUNA 1(1) “Diarréia, flatulência, cólica abdominal; raramente, síndrome de má absorção, principalmente em imunodeprimidos”. (2) “Disenteria ou colite não-disentérica; mais raramente ameboma, apendicite, perfuração intestinal”. (3) “Maior parte assintomática ou, então, desconforto e distensão abdominal, cólicas, flatulência, fezes amolecidas e claras”. (4) “Diarréia aguda, principalmente em imunodeprimidos; mais raramente diarréia persistente”. (5) “Colite”. COLUNA 2( ) Giardia lamblia. ( ) Entamoeba histolytica. ( ) Cryptosporidium. ( ) Balantidium coli. ( ) Isospora. Marque a alternativa que contém a sequência CORRETA de respostas, na ordem de cima para baixo.
Giardíase → flatulência, cólica, má absorção; Amebíase → disenteria; Criptosporidíase → diarreia imunodeprimidos.
As parasitoses intestinais apresentam quadros clínicos variados, desde assintomáticos até síndromes disenteriformes ou de má absorção. A apresentação clínica pode ser mais grave em pacientes imunodeprimidos, como na criptosporidíase, que cursa com diarreia aguda e persistente.
As parasitoses intestinais são um grupo de infecções causadas por protozoários ou helmintos que habitam o trato gastrointestinal. São de grande importância em saúde pública, especialmente em regiões com saneamento básico deficiente, e representam um desafio diagnóstico devido à variedade de apresentações clínicas, desde assintomáticas até quadros graves. O conhecimento das características epidemiológicas e clínicas de cada parasita é fundamental para o manejo adequado. A fisiopatologia varia conforme o agente, envolvendo desde a competição por nutrientes (Giardia) até a invasão da mucosa intestinal e destruição tecidual (Entamoeba histolytica, Balantidium coli). O diagnóstico baseia-se principalmente no exame parasitológico de fezes (EPF), que pode necessitar de múltiplas amostras e técnicas de concentração. A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com diarreia crônica, perda de peso ou em imunodeprimidos, onde infecções por Cryptosporidium e Isospora (Cystoisospora belli) são mais prevalentes e graves. O tratamento é específico para cada parasita, utilizando antiparasitários como metronidazol, albendazol, nitazoxanida, entre outros. A prevenção envolve melhoria das condições de saneamento, higiene pessoal e tratamento da água. Para residentes, é essencial dominar a correlação entre o agente etiológico e o quadro clínico típico, além de estar atento às apresentações atípicas e à gravidade em populações de risco, como crianças e imunodeprimidos.
A Giardíase, causada pela Giardia lamblia, classicamente manifesta-se com diarreia aquosa ou esteatorreica, flatulência, cólicas abdominais, distensão e, em casos crônicos, síndrome de má absorção e perda de peso. Pode haver períodos de remissão e exacerbação.
A Entamoeba histolytica é o agente da amebíase, que pode variar de infecção assintomática a colite amebiana (disenteria com fezes sanguinolentas e muco), ou formas extraintestinais como abscesso hepático amebiano. Complicações raras incluem ameboma, apendicite e perfuração intestinal.
O Cryptosporidium é um protozoário que causa criptosporidíase, uma diarreia autolimitada em imunocompetentes. No entanto, em pacientes imunodeprimidos (especialmente HIV/AIDS), pode levar a diarreia crônica, profusa e debilitante, com risco de desidratação grave e má absorção, sendo uma causa importante de morbimortalidade.
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