FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2022
Um paciente de 20 anos sabidamente epiléptico é trazido ao serviço de emergência pelos familiares, que informam a ocorrência de uma crise motora generalizada no domicílio, que cedeu há cerca de 10 minutos no carro, vindo para o hospital. Ao exame, o paciente está levemente confuso, “acha que reconhece o hospital e os familiares”, e relata fraqueza no membro superior direito, a qual realmente é notada ao exame clínico. A hipótese mais provável para explicar o déficit motor vigente é:
Paresia de Todd → déficit neurológico focal transitório após crise epiléptica, com recuperação completa em horas/dias.
A Paralisia de Todd é um déficit neurológico focal (paresia, afasia, hemianopsia) que ocorre após uma crise epiléptica, geralmente focal, mas pode seguir crises generalizadas. É transitória, com resolução completa em minutos a horas, raramente dias, e é crucial para diferenciar de outras causas de déficit neurológico agudo.
A Paralisia de Todd, ou paresia pós-ictal, é um fenômeno neurológico transitório que ocorre após uma crise epiléptica. É caracterizada por um déficit focal (como fraqueza unilateral, afasia ou hemianopsia) que pode durar de minutos a horas, raramente dias, e se resolve completamente. Sua prevalência varia, mas é um achado comum em pacientes com epilepsia, especialmente após crises focais com ou sem generalização secundária. A fisiopatologia exata da Paralisia de Todd ainda é objeto de estudo, mas as teorias sugerem que ela resulta de uma inibição neuronal prolongada ou de uma exaustão metabólica na área do córtex cerebral que esteve hiperativada durante a crise. Clinicamente, é crucial reconhecer este quadro para evitar investigações desnecessárias e tratamentos inadequados para outras condições, como o acidente vascular encefálico. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de uma crise epiléptica seguida por um déficit neurológico focal que melhora progressivamente. Não há tratamento específico para a Paralisia de Todd, pois ela é autolimitada. O manejo consiste em observação e suporte, garantindo que o paciente se recupere completamente. É importante orientar os familiares sobre a natureza benigna e transitória do quadro para reduzir a ansiedade.
A Paralisia de Todd é um déficit neurológico focal e transitório que ocorre após uma crise epiléptica. Caracteriza-se por fraqueza (paresia), afasia ou outros déficits sensoriais ou visuais, que se resolvem espontaneamente em minutos a horas, ou, em casos raros, em até 48 horas.
A diferenciação se baseia na história clínica: a Paralisia de Todd sempre segue uma crise epiléptica e melhora progressivamente. Um AVC agudo, por outro lado, tem início súbito e os déficits tendem a ser persistentes, sem histórico de crise epiléptica imediatamente precedente.
A fisiopatologia exata não é totalmente compreendida, mas acredita-se que envolva uma exaustão metabólica e funcional temporária dos neurônios na área cortical que gerou ou foi ativada pela crise, resultando em inibição pós-ictal prolongada.
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