CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Qual achado reforça o diagnóstico de paralisia supranuclear progressiva?
PSP → Paralisia do olhar vertical (especialmente para baixo) + quedas precoces = diagnóstico clássico.
A paralisia do olhar vertical é o marco oftalmológico da PSP, diferenciando-a de outros parkinsonismos onde a motilidade ocular costuma ser preservada inicialmente.
A Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP), também conhecida como síndrome de Steele-Richardson-Olszewski, é uma tauopatia degenerativa que afeta o mesencéfalo e os gânglios da base. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na combinação de parkinsonismo, instabilidade postural com quedas frequentes e disfunção da motilidade ocular. Na prática clínica, o teste das sacadas verticais é fundamental. O médico deve pedir ao paciente para olhar rapidamente para cima e para baixo. A lentificação ou a restrição da amplitude desses movimentos é um sinal de alerta precoce. A preservação do movimento ocular através da manobra oculocefálica é a prova cabal da natureza supranuclear da patologia, localizando a disfunção nos centros de controle do olhar no tronco encefálico superior, como o núcleo rostral intersticial do fascículo longitudinal medial (riMLF).
A característica definidora da Paralisia Supranuclear Progressiva (PSP) é a paralisia do olhar vertical, que geralmente começa com a perda da velocidade das sacadas verticais (especialmente para baixo) e progride para a perda total do movimento voluntário. Curiosamente, o reflexo vestíbulo-ocular (manobra de 'olhos de boneca') costuma estar preservado inicialmente, confirmando que a lesão é supranuclear, ou seja, acima dos núcleos dos nervos cranianos no tronco encefálico.
Além da paralisia vertical, os pacientes podem apresentar 'apraxia da abertura palpebral' (dificuldade em abrir os olhos voluntariamente), blefaroespasmo, diminuição da frequência do piscar (fácies hipomímica com olhar fixo e assustado) e, em estágios avançados, paralisia do olhar horizontal. A convergência ocular também costuma estar prejudicada precocemente.
Diferente da Doença de Parkinson (DP) idiopática, a PSP apresenta quedas precoces (no primeiro ano), má resposta à levodopa, rigidez axial mais proeminente que a apendicular e a clássica paralisia do olhar vertical. Na DP, os movimentos oculares costumam permanecer normais por muitos anos, embora possam ocorrer sacadas hipométricas em estágios muito avançados.
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