Paralisia do Plexo Braquial: Avaliação e Momento da Intervenção

PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025

Enunciado

Em pacientes com paralisia do plexo braquial ao nascimento, a avaliação da função motora e o desenvolvimento de contraturas articulares são críticos para

Alternativas

  1. A) prever a necessidade de cirurgia corretiva para evitar deformidades permanentes, como subluxação posterior do ombro.
  2. B) monitorar o impacto das lesões nervosas na função dos membros superiores, especialmente no desenvolvimento de habilidades motoras finas.
  3. C) identificar rapidamente complicações associadas, como fraturas do úmero proximal ou lesões ligamentares que simulam paralisia.
  4. D) avaliar a necessidade de fisioterapia intensiva para maximizar a recuperação funcional e minimizar o risco de rigidez articular.
  5. E) determinar o momento ideal para intervenções, dependendo do grau de recuperação motora e presença de alterações articulares.

Pérola Clínica

Avaliação motora e contraturas em paralisia braquial = guiam o timing ideal para intervenções e evitam deformidades.

Resumo-Chave

A avaliação contínua da função motora e o monitoramento do desenvolvimento de contraturas articulares são cruciais na paralisia do plexo braquial ao nascimento. Esses dados permitem determinar o momento ideal para intervenções conservadoras (fisioterapia) ou cirúrgicas, visando maximizar a recuperação funcional e prevenir deformidades permanentes, como a subluxação posterior do ombro.

Contexto Educacional

A paralisia do plexo braquial ao nascimento (PPBN) é uma lesão neurológica que afeta o plexo braquial durante o parto, resultando em fraqueza ou paralisia do membro superior. Sua incidência varia, mas é uma das lesões de parto mais comuns. A importância clínica reside no potencial de sequelas funcionais e deformidades permanentes se não houver manejo adequado e oportuno, impactando significativamente a qualidade de vida da criança. A fisiopatologia envolve o estiramento, compressão ou avulsão das raízes nervosas do plexo braquial (C5-T1) durante manobras de parto, especialmente em casos de distocia de ombro. O diagnóstico é clínico, observando-se a postura característica do membro afetado (ex: braço em adução e rotação interna na paralisia de Erb-Duchenne). A avaliação da função motora é realizada por escalas como a de Mallet e a monitorização do desenvolvimento de contraturas articulares, como a subluxação posterior do ombro, é essencial para guiar a conduta. O tratamento inicial é conservador, com fisioterapia intensiva para manter a amplitude de movimento e prevenir contraturas. A intervenção cirúrgica primária (neurotização ou enxerto) é indicada se não houver recuperação espontânea de músculos-chave em um período crítico (geralmente até 3-6 meses de idade). Cirurgias secundárias são realizadas para corrigir deformidades residuais e melhorar a função. O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade da lesão, mas a avaliação contínua e a intervenção no momento certo são cruciais para otimizar os resultados funcionais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais objetivos da avaliação da função motora em bebês com paralisia do plexo braquial?

Os principais objetivos são monitorar o grau de recuperação nervosa espontânea, identificar padrões de fraqueza muscular, detectar o desenvolvimento de contraturas articulares e determinar a necessidade e o momento ideal para intervenções terapêuticas, sejam elas fisioterapêuticas ou cirúrgicas.

Como as contraturas articulares afetam o prognóstico e a conduta na paralisia do plexo braquial?

As contraturas articulares, especialmente a subluxação posterior do ombro, podem limitar severamente a amplitude de movimento e a função do membro superior, mesmo com boa recuperação nervosa. Elas indicam a necessidade de intervenções para alongamento muscular, mobilização articular ou, em casos mais graves, cirurgias para liberação ou realinhamento ósseo.

Quando a cirurgia é considerada na paralisia do plexo braquial ao nascimento?

A cirurgia primária (neurotização, enxerto nervoso) é geralmente considerada se não houver recuperação funcional significativa de músculos-chave (ex: bíceps) até os 3-6 meses de idade. Cirurgias secundárias (transferências tendinosas, osteotomias) são realizadas mais tarde para corrigir deformidades e melhorar a função após a recuperação nervosa máxima ou para tratar contraturas persistentes.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo