PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Em pacientes com paralisia do plexo braquial ao nascimento, a avaliação da função motora e o desenvolvimento de contraturas articulares são críticos para
Avaliação motora e contraturas em paralisia braquial = guiam o timing ideal para intervenções e evitam deformidades.
A avaliação contínua da função motora e o monitoramento do desenvolvimento de contraturas articulares são cruciais na paralisia do plexo braquial ao nascimento. Esses dados permitem determinar o momento ideal para intervenções conservadoras (fisioterapia) ou cirúrgicas, visando maximizar a recuperação funcional e prevenir deformidades permanentes, como a subluxação posterior do ombro.
A paralisia do plexo braquial ao nascimento (PPBN) é uma lesão neurológica que afeta o plexo braquial durante o parto, resultando em fraqueza ou paralisia do membro superior. Sua incidência varia, mas é uma das lesões de parto mais comuns. A importância clínica reside no potencial de sequelas funcionais e deformidades permanentes se não houver manejo adequado e oportuno, impactando significativamente a qualidade de vida da criança. A fisiopatologia envolve o estiramento, compressão ou avulsão das raízes nervosas do plexo braquial (C5-T1) durante manobras de parto, especialmente em casos de distocia de ombro. O diagnóstico é clínico, observando-se a postura característica do membro afetado (ex: braço em adução e rotação interna na paralisia de Erb-Duchenne). A avaliação da função motora é realizada por escalas como a de Mallet e a monitorização do desenvolvimento de contraturas articulares, como a subluxação posterior do ombro, é essencial para guiar a conduta. O tratamento inicial é conservador, com fisioterapia intensiva para manter a amplitude de movimento e prevenir contraturas. A intervenção cirúrgica primária (neurotização ou enxerto) é indicada se não houver recuperação espontânea de músculos-chave em um período crítico (geralmente até 3-6 meses de idade). Cirurgias secundárias são realizadas para corrigir deformidades residuais e melhorar a função. O prognóstico varia amplamente dependendo da gravidade da lesão, mas a avaliação contínua e a intervenção no momento certo são cruciais para otimizar os resultados funcionais.
Os principais objetivos são monitorar o grau de recuperação nervosa espontânea, identificar padrões de fraqueza muscular, detectar o desenvolvimento de contraturas articulares e determinar a necessidade e o momento ideal para intervenções terapêuticas, sejam elas fisioterapêuticas ou cirúrgicas.
As contraturas articulares, especialmente a subluxação posterior do ombro, podem limitar severamente a amplitude de movimento e a função do membro superior, mesmo com boa recuperação nervosa. Elas indicam a necessidade de intervenções para alongamento muscular, mobilização articular ou, em casos mais graves, cirurgias para liberação ou realinhamento ósseo.
A cirurgia primária (neurotização, enxerto nervoso) é geralmente considerada se não houver recuperação funcional significativa de músculos-chave (ex: bíceps) até os 3-6 meses de idade. Cirurgias secundárias (transferências tendinosas, osteotomias) são realizadas mais tarde para corrigir deformidades e melhorar a função após a recuperação nervosa máxima ou para tratar contraturas persistentes.
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