CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2006
Uma criança levada ao pediatra apresenta cabeça inclinada para direita. A suspeita deve ser:
Torcicolo para o ombro direito → sugere paresia do oblíquo superior esquerdo (compensação da extorsão).
Na paralisia do IV par, o paciente inclina a cabeça para o lado oposto ao músculo afetado para neutralizar a diplopia vertical e torsional.
A paralisia do IV par craniano é a causa mais comum de diplopia vertical adquirida e de estrabismo ciclovertical congênito. O nervo troclear é particularmente vulnerável a traumas devido ao seu longo trajeto intracraniano e sua saída dorsal no tronco encefálico. Clinicamente, o paciente apresenta hipertropia do olho afetado que piora na adução e na inclinação da cabeça para o lado ipsilateral. O torcicolo compensatório é uma tentativa reflexa de manter a visão binocular simples. Em crianças, a presença de torcicolo persistente deve sempre motivar uma avaliação oftalmológica para descartar causas oculares antes de considerar etiologias ortopédicas.
O músculo oblíquo superior é o principal intorsor do olho. Na sua paralisia, o olho afetado sofre uma extorsão. Para compensar a diplopia torsional e vertical resultante, o paciente inclina a cabeça para o lado oposto ao olho paralisado, o que coloca o olho afetado em uma posição de menor demanda de intorsão.
É a terceira etapa do teste de Parks-Helveston. Consiste em inclinar a cabeça do paciente para os ombros. Na paralisia do oblíquo superior, a hipertropia do olho afetado aumenta significativamente quando a cabeça é inclinada para o mesmo lado da lesão (sinal positivo).
As principais funções são a intorsão (em posição primária), a depressão (quando o olho está em adução) e a abdução. É inervado exclusivamente pelo IV par craniano (nervo troclear).
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