CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2022
Sobre a paralisia do IV nervo craniano, é correto afirmar:
IV par: Único nervo craniano que emerge dorsalmente e cruza (decussa) antes de sair do tronco.
Devido à decussação imediata das fibras após o núcleo no mesencéfalo, lesões nucleares e infranucleares (fasciculares) do IV par resultam em paralisias contralaterais clinicamente indistinguíveis.
O nervo troclear (IV par) é único por ser o mais longo, o mais fino e o único a emergir da face posterior do tronco encefálico. Ele inerva o músculo oblíquo superior, responsável pela depressão (em adução) e inciclotorção. A paralisia resulta em hipertropia que piora na adução e na inclinação da cabeça para o lado ipsilateral (Teste de Bielschowsky positivo). A compreensão de sua anatomia cruzada é vital para a localização topográfica de lesões neurológicas.
O núcleo do IV par localiza-se no mesencéfalo inferior. Suas fibras emergem na face dorsal do tronco encefálico e cruzam imediatamente para o lado oposto antes de contornar o pedúnculo cerebral. Portanto, uma lesão no núcleo direito afetará o músculo oblíquo superior esquerdo.
O paciente geralmente inclina a cabeça para o lado oposto ao olho paralisado (lado do ombro sadio) para compensar a diplopia vertical e a exciclotorção causadas pela fraqueza do oblíquo superior.
A paralisia congênita frequentemente apresenta grandes amplitudes de fusão vertical e pode ser identificada em fotografias antigas pela inclinação da cabeça. A adquirida costuma ser súbita, traumática ou isquêmica, com diplopia muito sintomática.
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