CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2024
Após a recuperação de um traumatismo crânioencefálico com perda de consciência, a paciente desta imagem passou a apresentar a posição compensadora de cabeça demonstrada na foto a seguir.Considerando a etiologia mais frequente do quadro clínico, qual é o diagnóstico mais provável?
TCE + Torcicolo (queixo para baixo e inclinação) → Sugere Paralisia Bilateral do IV Par.
O nervo troclear é o mais suscetível a traumas devido ao seu longo trajeto intracraniano e decussação dorsal.
A paralisia do nervo troclear é uma causa frequente de estrabismo adquirido. No contexto de trauma, a lesão pode ocorrer no teto do mesencéfalo, onde os nervos cruzam. Clinicamente, o paciente apresenta diplopia vertical que piora ao olhar para baixo e para o lado oposto à lesão. A posição compensadora de cabeça (torcicolo) é uma tentativa reflexa de manter a visão binocular simples, inclinando a cabeça para o lado oposto ao músculo paralisado e baixando o queixo.
O quarto nervo craniano (troclear) possui o trajeto intracraniano mais longo de todos os nervos cranianos e é o único que emerge da face dorsal do tronco encefálico. Além disso, ele decussa completamente antes de sair, tornando-o extremamente vulnerável a forças de cisalhamento e compressão contra o tentório durante impactos cefálicos.
Sinais sugestivos de bilateralidade incluem: queixo abaixado (para compensar a perda da depressão em adução), uma grande ciclotorsão (geralmente >10 graus no teste de vidro estriado de Maddox) e o teste de inclinação da cabeça de Bielschowsky positivo para ambos os lados.
O músculo oblíquo superior, inervado pelo IV par, é responsável principalmente pela intorsão, depressão (especialmente em adução) e abdução do globo ocular.
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