Paralisia do III Nervo: Manifestações Clínicas e Diagnóstico

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2007

Enunciado

Na paresia do III nervo:

Alternativas

  1. A) O olho afetado encontra-se em exotropia e hipotropia
  2. B) O olho afetado tem limitação de abdução
  3. C) Deve-se realizar cirurgia obrigatoriamente no olho contralateral
  4. D) A primeira indicação de terapia é injeção de toxina botulínica no reto medial do olho acometido

Pérola Clínica

Paralisia do III par → Olho 'Down and Out' (Exotropia + Hipotropia) + Ptose.

Resumo-Chave

O III par inerva a maioria dos músculos extraoculares; sua falha deixa apenas o Reto Lateral (VI) e Oblíquo Superior (IV) agindo, desviando o olho para fora e para baixo.

Contexto Educacional

A paralisia do III nervo craniano é uma emergência neurológica potencial até que se prove o contrário, especialmente se houver envolvimento pupilar ou dor intensa. O quadro clínico típico apresenta ptose severa (pela paralisia do levantador da pálpebra) e diplopia binocular. O manejo depende da etiologia. Casos isquêmicos costumam ter resolução espontânea em meses. Casos compressivos requerem neuroimagem urgente (Angio-TC ou Angio-RM). O tratamento do estrabismo residual é cirúrgico, mas apenas após a estabilização do quadro (mínimo 6 a 12 meses), visando centralizar o olho e eliminar a diplopia na posição primária do olhar.

Perguntas Frequentes

Quais músculos são afetados na paralisia do III par?

O III nervo (Oculomotor) inerva o Reto Superior, Reto Inferior, Reto Medial e Oblíquo Inferior, além do levantador da pálpebra superior e o esfíncter da pupila. Na paralisia completa, todos esses músculos falham, deixando apenas o Reto Lateral (abdução) e o Oblíquo Superior (depressão em adução) funcionais.

Por que o olho fica em exotropia e hipotropia?

Como o Reto Medial (adução) está paralisado, a ação sem oposição do Reto Lateral (VI par) puxa o olho para fora (exotropia). Como o Reto Superior e Oblíquo Inferior (elevadores) estão paralisados, a ação do Oblíquo Superior (IV par) e a gravidade mantêm o olho em posição baixa (hipotropia). É o clássico desvio 'para baixo e para fora'.

Qual a relevância da pupila na paralisia do III par?

A avaliação pupilar é crítica. As fibras parassimpáticas que controlam a pupila correm na periferia do nervo. Se houver midríase (pupila dilatada e não reagente), suspeita-se de compressão externa, frequentemente por um aneurisma da artéria comunicante posterior. Se a pupila estiver normal, a causa é mais provavelmente microvascular (isquemia central do nervo), comum em diabéticos e hipertensos.

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