Diplopia Pós-Trauma: Diagnóstico da Paralisia de IV Par

CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2018

Enunciado

O paciente apresenta diplopia pós-trauma e vê as imagens abaixo, em posição primária do olhar. Podemos dizer que ele apresenta:

Alternativas

  1. A) Hipotropia e inciclotorção do OE
  2. B) Hipertropia e exciclotorção do OE
  3. C) Hipertropia e inciclotorção do OE
  4. D) Hipotropia e exciclotorção do OE

Pérola Clínica

Trauma craniano + diplopia vertical + inclinação da cabeça → Paralisia de IV par (Oblíquo Superior).

Resumo-Chave

O nervo troclear (IV par) é o mais longo e fino dos nervos cranianos, sendo altamente suscetível a traumas. Sua paralisia causa falha na depressão em adução e na inciclotorsão, resultando em hipertropia e exciclotorsão do olho afetado.

Contexto Educacional

A paralisia do IV par craniano é a causa mais comum de diplopia vertical adquirida. O músculo oblíquo superior tem três funções principais: inciclotorsão, depressão (especialmente em adução) e abdução. Na sua ausência, o antagonista ipsilateral (oblíquo inferior) e os retos agem sem oposição adequada. No contexto de trauma, a avaliação deve incluir o teste de cobertura (cover test) nas nove posições do olhar e o teste de inclinação de cabeça de Parks-Bielschowsky. A presença de exciclotorsão superior a 10 graus sugere bilateralidade, comum em traumas graves. O tratamento inicial é observacional, pois muitos casos traumáticos recuperam-se espontaneamente em 6 meses.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais clínicos da paralisia do IV par?

Os sinais clássicos incluem hipertropia do olho afetado (que piora na adução e na inclinação da cabeça para o mesmo lado - sinal de Bielschowsky positivo) e exciclotorsão, já que o oblíquo superior é o principal inciclotor.

Por que o IV par é tão afetado em traumas?

Devido ao seu trajeto intracraniano longo e delgado, além de sua saída dorsal no tronco encefálico, o nervo troclear é facilmente lesionado por forças de cisalhamento contra a tenda do cerebelo durante impactos cranianos.

Como o paciente compensa a diplopia na paralisia de IV par?

O paciente geralmente adota uma posição de cabeça inclinada para o ombro oposto ao lado da lesão (torcicolo ocular) e mantém o queixo abaixado para minimizar a diplopia vertical e torsional.

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