HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Uma paciente de 60 anos de idade em acompanhamento ambulatorial por hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, dislipidemia e obesidade, vem ao consultório queixando-se de visão dupla há 1 semana, sem qualquer outra queixa. Faz uso de enalapril, atenolol, hidroclorotiazida, metformina, glimepirida e AAS. No exame clínico, a alteração ilustrada abaixo, quando se pede para a paciente olhar para o sentido indicado na seta, refere-se a:
Diplopia em paciente com DM/HAS → suspeitar de paralisia do VI nervo (abducente) por microangiopatia.
A paralisia do VI nervo craniano (nervo abducente) é uma causa comum de diplopia em pacientes idosos com comorbidades como diabetes mellitus e hipertensão arterial, devido à microangiopatia que afeta os pequenos vasos que nutrem o nervo. Isso resulta em dificuldade de abdução do olho afetado.
A paralisia do VI nervo craniano, ou nervo abducente, é uma condição neurológica que afeta a movimentação ocular, resultando em diplopia horizontal. É relativamente comum, especialmente em idosos, e sua importância clínica reside na necessidade de identificar a causa subjacente, que pode variar de benigna a grave. A fisiopatologia frequentemente envolve microangiopatia isquêmica, especialmente em pacientes com diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, como no caso da questão. O nervo abducente inerva o músculo reto lateral, responsável pela abdução do olho. A lesão desse nervo impede o movimento lateral do olho afetado, causando visão dupla que piora ao olhar para o lado do olho paralisado. O tratamento é direcionado à causa. Em casos de neuropatia isquêmica por DM/HAS, a condição geralmente é autolimitada, com recuperação em semanas a meses, e o manejo foca no controle das comorbidades. Em outras situações, como tumores ou aneurismas, a intervenção específica é necessária, tornando o diagnóstico diferencial crucial.
Os principais sinais incluem diplopia horizontal (visão dupla lado a lado) que piora ao olhar para o lado do olho afetado, e a incapacidade ou dificuldade de abduzir (mover para fora) o olho paralisado.
As causas mais comuns são microangiopatia isquêmica (associada a diabetes e hipertensão), tumores, aneurismas, trauma craniano e processos inflamatórios ou infecciosos. Em idosos, a causa isquêmica é a mais frequente.
A paralisia do VI nervo causa diplopia horizontal e limitação da abdução. Já a paralisia do III nervo (oculomotor) causa ptose, midríase e desvio do olho para baixo e para fora, enquanto a do IV nervo (troclear) causa diplopia vertical e dificuldade de olhar para baixo e para dentro.
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