CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2015
Homem refere diplopia homônima em posição primária do olhar ao olhar uma luz distante dos seus olhos 4m. A distância entre as imagens aumenta ao olhar para a esquerda e diminui ao olhar para a direita. O músculo hipofuncionante é o:
Diplopia homônima pior para a esquerda + esotropia → Reto Lateral Esquerdo hipofuncionante.
A diplopia homônima (imagens não cruzadas) sugere esotropia. Se o déficit aumenta ao olhar para a esquerda, o músculo responsável pela abdução do olho esquerdo (reto lateral) está comprometido.
A análise da diplopia é uma ferramenta semiológica poderosa. A regra de ouro é: a separação das imagens é maior na direção de ação do músculo enfraquecido. No caso apresentado, o aumento da diplopia na levoversão (olhar para a esquerda) aponta para os músculos que movem os olhos para a esquerda: o reto lateral esquerdo e o reto medial direito. Como a diplopia é homônima (sugerindo esotropia/convergência), o problema deve ser um déficit de abdução (afastamento), o que isola o músculo reto lateral esquerdo. O nervo abducente (VI par) tem o trajeto intracraniano mais longo, o que o torna vulnerável a diversas patologias neurológicas.
Diplopia homônima ocorre quando a imagem vista pelo olho direito é projetada à direita e a imagem do olho esquerdo à esquerda (não cruzada). Isso acontece em desvios convergentes (esotropia). Clinicamente, é característica de paralisias do VI par craniano (nervo abducente), que inerva o músculo reto lateral, responsável pela abdução do olho.
A paralisia do VI par causa uma limitação da abdução. A diplopia será máxima quando o paciente tenta olhar para o lado do músculo paralisado. Se a diplopia aumenta ao olhar para a esquerda, o reto lateral esquerdo não está conseguindo abduzir o olho esquerdo adequadamente, confirmando a hipofunção deste músculo.
As causas variam conforme a idade. Em adultos, as causas vasculares (diabetes mellitus, hipertensão arterial) são as mais comuns devido à microangiopatia dos vasa nervorum. Outras causas incluem trauma craniano, tumores da base do crânio, aumento da pressão intracraniana (sinal localizatório falso) e doenças desmielinizantes como a esclerose múltipla.
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