Paralisia do III Par Craniano: Diagnóstico e Conduta

TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2021

Enunciado

Considere que um paciente com 65 anos de idade, hipertenso controlado com anlodipino, apresenta quadro de estrabismo agudo no olho direito. Nega traumas ou dor no local. A motricidade do olho esquerdo está normal ao exame. A seguir, imagem demonstrando o estrabismo:

Alternativas

  1. A) Deficiência lacrimal.
  2. B) Estrabismo congênito.
  3. C) Lesão do III nervo craniano.
  4. D) Lesão do V nervo craniano.

Pérola Clínica

Estrabismo agudo + ptose + olho 'para baixo e para fora' → Paralisia do III par craniano.

Resumo-Chave

A paralisia do III par (oculomotor) resulta em desvio ocular lateral e inferior, ptose e possível midríase. Em idosos vasculopatas, a causa isquêmica é a mais provável.

Contexto Educacional

A paralisia do III par craniano (nervo oculomotor) é uma emergência neurológica e oftalmológica potencial. O nervo inerva os músculos reto superior, inferior, medial, oblíquo inferior e o elevador da pálpebra, além de carregar fibras parassimpáticas para o esfíncter da pupila. No contexto de um paciente idoso e hipertenso, a microangiopatia da vasa nervorum é a etiologia principal, caracteristicamente poupando a pupila. No entanto, a exclusão de processos expansivos, como aneurismas da artéria comunicante posterior, é crucial se houver envolvimento pupilar ou dor intensa associada.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais clínicos da paralisia do III par?

Os sinais clássicos incluem ptose palpebral (devido à paralisia do elevador da pálpebra), desvio do globo ocular para baixo e para fora (ação preservada do IV e VI pares) e, em casos de compressão extrínseca, midríase paralítica por acometimento das fibras parassimpáticas periféricas.

Como diferenciar causa isquêmica de compressiva no III par?

A regra prática é a avaliação pupilar: causas isquêmicas (como DM e HAS) geralmente poupam a pupila, pois a isquemia ocorre no centro do nervo. Causas compressivas (como aneurismas) costumam causar midríase, pois as fibras parassimpáticas são superficiais.

Qual a conduta inicial no idoso hipertenso com pupila poupada?

Em pacientes com fatores de risco cardiovascular e paralisia completa do III par com pupila normal, a observação clínica e controle rigoroso da pressão e glicemia são indicados, com reavaliação frequente, pois a maioria recupera-se em meses.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo