Paralisia Flácida Aguda: Protocolo de Vigilância e Diagnóstico

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2018

Enunciado

Menino de 12 anos apresentou há 1 semana febre alta por 1 dia, mal-estar, cefaleia, náuseas e três episódios de fezes amolecidas. No mesmo dia apresentou dor no membro inferior direito (MID) e discreta dificuldade para deambular. Após 1 semana procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), pois havia melhorado, mas continuou com a deficiência motora em MID. No exame físico: bom estado geral, afebril e hidratado. No MID apresentou flacidez, diminuição da força muscular, de localização distal, tônus muscular diminuído, sensibilidade normal, força muscular diminuída, reflexos Aquileu direito e Patelar direito diminuídos com discreta dificuldade para deambular. Considerando a deficiência motora aguda e flácida foi feito a Hipótese Diagnóstica de Paralisia Flácida Aguda (PFA). Conforme recomendações do Ministério da Saúde quais são os procedimentos médicos para este caso de PFA ou suspeita de Poliomielite?

Alternativas

  1. A) Deverá proceder à coleta, o mais rápido possível, de uma amostra de fezes, até no máximo no 14º dia do início da deficiência motora e notificar o caso suspeito à Vigilância Epidemiológica do município;
  2. B) Não cabe neste caso a hipótese de poliomielite, pois no Brasil desde 1989 não circula o poliovírus selvagem, portanto o médico deve encaminhar para o neurologista para ampliar a investigação diagnóstica; 
  3. C) Não cabe neste caso a hipótese de poliomielite, cabe portanto ao médico monitorar a alteração neurológica com exame do líquor cefalorraquidiano e eletroneuromiografia. Se persistirem as alterações neurológicas, por 6 meses, deverá encaminhar para biopsia dos grupos musculares comprometidos; 
  4. D) O Brasil obteve da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) o certificado de área livre do poliovírus selvagem em seu território, desde 1994, juntamente com os demais países das Américas ;

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