UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 28a, vítima de agressão física é trazido ao Pronto Socorro pelo SAMU. Exame físico: PA= 127x82 mmHg, FC= 68bpm, FR= 16irpm, oximetria de pulso (ar ambiente) 98%; Neurológico: Escala de Coma de Glasgow= 15, pupilas isofotorreagentes, paralisia dos movimentos da hemiface direita. A ESTRUTURA LESIONADA É:
Paralisia facial traumática → suspeitar lesão do nervo facial (VII) no osso temporal.
A paralisia dos movimentos da hemiface direita em um contexto de trauma craniofacial, com Glasgow 15 e pupilas normais, sugere lesão do nervo facial (VII). O nervo facial tem um longo trajeto dentro do osso temporal, tornando-o vulnerável a fraturas nesta região.
A paralisia facial aguda em um contexto de trauma craniofacial é um sinal de alarme que aponta para uma lesão do nervo facial (VII par craniano). O nervo facial possui um trajeto complexo e longo dentro do osso temporal, desde o meato acústico interno até sua saída pelo forame estilomastoideo, tornando-o particularmente vulnerável a lesões por fraturas nesta região. Fraturas do osso temporal são classificadas como longitudinais (mais comuns, geralmente resultam de trauma lateral e podem afetar a orelha média) ou transversais (menos comuns, resultam de trauma frontal ou occipital e têm maior probabilidade de lesar o nervo facial e a orelha interna). A paralisia facial pode ser imediata ou tardia; a imediata sugere lesão direta ou transecção, enquanto a tardia pode indicar edema ou compressão. O diagnóstico e manejo envolvem uma avaliação neurológica detalhada, exames de imagem como a tomografia computadorizada de alta resolução para identificar fraturas do osso temporal, e, em alguns casos, estudos eletrofisiológicos. O tratamento pode variar desde observação e corticosteroides para casos de edema, até descompressão cirúrgica do nervo em casos de lesão grave ou compressão persistente, visando a recuperação funcional da face.
A principal causa é a lesão do nervo facial (VII par craniano) em seu trajeto dentro do osso temporal, geralmente por fraturas do osso temporal.
As fraturas do osso temporal podem ser longitudinais (mais comuns, geralmente poupam o nervo facial) ou transversais (menos comuns, mas com maior risco de lesão do nervo facial).
A avaliação inclui observar a simetria da face em repouso e durante movimentos voluntários (elevar sobrancelhas, fechar olhos, sorrir, mostrar dentes), buscando assimetrias que indiquem fraqueza ou paralisia.
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