TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Sobre o exame neurológico dos pares cranianos, assinale a alternativa que traz a informação correta:
Paralisia facial periférica = hemiface completa; Central = apenas quadrante inferior contralateral.
A paralisia facial periférica (neurônio motor inferior) acomete os ramos superior e inferior do nervo facial, resultando em fraqueza de toda a hemiface ipsilateral.
O estudo dos pares cranianos é fundamental na neurologia clínica. O nervo facial (VII par) possui um padrão de inervação peculiar: o núcleo motor superior envia fibras bilaterais para a parte superior da face, mas apenas contralaterais para a parte inferior. Por isso, lesões supranucleares (centrais) preservam o enrugamento da testa. Já lesões no núcleo ou no trajeto periférico do nervo resultam em déficit completo. Além disso, é vital distinguir a função motora da face (VII) da sensitiva (V), e entender que a motilidade ocular depende da harmonia entre os pares III, IV e VI.
A paralisia facial periférica (lesão do neurônio motor inferior) afeta toda a hemiface ipsilateral, incluindo a testa, devido ao comprometimento de todos os ramos do nervo facial. Já a paralisia central (lesão do neurônio motor superior) poupa a musculatura da testa (músculo frontal) devido à inervação cortical bilateral para essa região, afetando apenas o quadrante inferior da face contralateral à lesão.
A motilidade ocular é controlada por três pares cranianos: o nervo oculomotor (III), que inerva a maioria dos músculos (reto superior, inferior, medial e oblíquo inferior); o nervo troclear (IV), que inerva o músculo oblíquo superior; e o nervo abducente (VI), que inerva o músculo reto lateral. Uma lesão isolada do III par não impede totalmente o movimento, pois o IV e VI ainda permitem abdução e depressão/intorsão.
O nervo acessório é puramente motor e inerva os músculos esternocleidomastoideo e trapézio. No exame físico, sua integridade é avaliada solicitando que o paciente eleve os ombros contra resistência (trapézio) e vire a cabeça lateralmente contra resistência (esternocleidomastoideo). A incapacidade de elevar o ombro sugere lesão deste nervo, e não do hipoglosso.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo