Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2015
Uma criança de 3 anos de idade foi trazida ao pronto-socorro infantil, pois ao chorar, mãe percebeu que seu olho direito não ocluía completamente e a rima labial desviava para esquerda. Ao exame de otoscopia, apresentava abaulamento e hiperemia de membrana timpânica direita. Qual a conduta mais adequada para esse caso, além dos cuidados oculares.
Paralisia facial periférica + OMA = ATB + corticoide + miringotomia.
A paralisia facial periférica é uma complicação rara da otite média aguda, indicando inflamação ou compressão do nervo facial. O tratamento visa reduzir a inflamação e a pressão no ouvido médio para preservar a função nervosa.
A paralisia facial periférica é uma complicação rara, mas grave, da otite média aguda (OMA), especialmente em crianças. Sua ocorrência indica a necessidade de intervenção rápida para preservar a função do nervo facial. É crucial para residentes reconhecerem os sinais e sintomas precocemente para um manejo adequado. A fisiopatologia envolve a inflamação e edema do nervo facial dentro do canal de Falópio, devido à disseminação da infecção ou toxinas da OMA. O diagnóstico é clínico, com a otoscopia revelando sinais de OMA. A suspeita deve ser alta em qualquer criança com OMA e assimetria facial. O tratamento inicial inclui antibioticoterapia para combater a infecção, corticoterapia sistêmica para reduzir a inflamação e edema, e miringotomia com ou sem inserção de tubo de ventilação para descompressão e drenagem do ouvido médio. Cuidados oculares são essenciais para prevenir ceratite por exposição. A descompressão cirúrgica do nervo facial é reservada para casos refratários ou de deterioração progressiva.
Os sinais incluem assimetria facial ao choro ou movimento, dificuldade em fechar o olho, desvio da rima labial e apagamento do sulco nasolabial, especialmente em um lado do rosto.
A miringotomia alivia a pressão no ouvido médio e permite a drenagem de secreções purulentas, reduzindo a compressão e a inflamação do nervo facial dentro do canal de Falópio.
Suspeitar quando uma criança com diagnóstico ou história recente de OMA desenvolve assimetria facial súbita, especialmente ao chorar ou sorrir, ou dificuldade em fechar um dos olhos.
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