Paralisia de Erb-Duchenne: Diagnóstico e Manejo Neonatal

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022

Enunciado

Recém-nascido a termo, com peso de nascimento = 4.100g, apresentou fratura de clavícula à direita, que foi acompanhada de diminuição da mobilidade do membro superior direito, com limitação da flexão e extensão do antebraço e manutenção da força da mão. Esse quadro é sugestivo de uma paralisia do:

Alternativas

  1. A) Plexo braquial médio
  2. B) Plexo braquial inferior
  3. C) Plexo braquial superior
  4. D) Ramo clavicular do plexo braquial
  5. E) Nenhuma das anteriores

Pérola Clínica

RN macrossômico + fratura clavícula + limitação flexão/extensão antebraço + força da mão mantida → Paralisia de Erb (plexo braquial superior C5-C6).

Resumo-Chave

A Paralisia de Erb-Duchenne, lesão do plexo braquial superior (C5-C6), é comum em RNs com distocia de ombro ou macrossomia. Caracteriza-se por adução e rotação interna do braço, extensão do cotovelo e pronação do antebraço, com preservação da função da mão, diferenciando-se da Paralisia de Klumpke.

Contexto Educacional

A Paralisia de Erb-Duchenne é a forma mais comum de lesão do plexo braquial obstétrica, afetando os nervos que emergem das raízes cervicais C5 e C6 (e ocasionalmente C7). Geralmente ocorre durante partos complicados por distocia de ombro, onde há tração excessiva na cabeça e pescoço do feto em relação ao ombro, estirando ou rompendo os nervos. Recém-nascidos macrossômicos são particularmente suscetíveis devido ao maior diâmetro dos ombros. Clinicamente, a Paralisia de Erb-Duchenne manifesta-se pela clássica postura de "gorjeta de garçom": o braço está aduzido e em rotação interna, o cotovelo estendido e o antebraço pronado, com o punho flexionado. A força de preensão da mão é tipicamente preservada, o que é um ponto crucial para diferenciá-la de outras lesões do plexo. O diagnóstico é clínico, mas exames complementares como eletroneuromiografia podem ser úteis para avaliar a extensão da lesão. O manejo inicial envolve fisioterapia para manter a amplitude de movimento e prevenir contraturas. A maioria dos casos de Paralisia de Erb-Duchenne tem bom prognóstico com recuperação espontânea nos primeiros meses de vida. No entanto, em casos de lesão mais grave ou ausência de melhora, a intervenção cirúrgica (neuroplastia) pode ser considerada para restaurar a função. É fundamental que residentes saibam identificar precocemente essa condição para garantir o início rápido da reabilitação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da Paralisia de Erb-Duchenne em recém-nascidos?

Os sinais incluem adução e rotação interna do braço, extensão do cotovelo, pronação do antebraço e flexão do punho (posição de "gorjeta de garçom"), com a força da mão geralmente preservada.

Quais fatores de risco estão associados à Paralisia de Erb-Duchenne?

Os principais fatores de risco são macrossomia fetal, distocia de ombro, parto vaginal assistido (fórceps ou vácuo), multiparidade e diabetes gestacional materna.

Como diferenciar a Paralisia de Erb-Duchenne da Paralisia de Klumpke?

A Paralisia de Erb-Duchenne afeta os nervos superiores (C5-C6) e preserva a função da mão. A Paralisia de Klumpke afeta os nervos inferiores (C8-T1), resultando em fraqueza ou paralisia da mão e dos dedos, podendo haver síndrome de Horner.

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