HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Recém-nascido a termo, com peso de nascimento = 4.100g, apresentou fratura de clavícula à direita, que foi acompanhada de diminuição da mobilidade do membro superior direito, com limitação da flexão e extensão do antebraço e manutenção da força da mão. Esse quadro é sugestivo de uma paralisia do:
RN macrossômico + fratura clavícula + limitação flexão/extensão antebraço + força da mão mantida → Paralisia de Erb (plexo braquial superior C5-C6).
A Paralisia de Erb-Duchenne, lesão do plexo braquial superior (C5-C6), é comum em RNs com distocia de ombro ou macrossomia. Caracteriza-se por adução e rotação interna do braço, extensão do cotovelo e pronação do antebraço, com preservação da função da mão, diferenciando-se da Paralisia de Klumpke.
A Paralisia de Erb-Duchenne é a forma mais comum de lesão do plexo braquial obstétrica, afetando os nervos que emergem das raízes cervicais C5 e C6 (e ocasionalmente C7). Geralmente ocorre durante partos complicados por distocia de ombro, onde há tração excessiva na cabeça e pescoço do feto em relação ao ombro, estirando ou rompendo os nervos. Recém-nascidos macrossômicos são particularmente suscetíveis devido ao maior diâmetro dos ombros. Clinicamente, a Paralisia de Erb-Duchenne manifesta-se pela clássica postura de "gorjeta de garçom": o braço está aduzido e em rotação interna, o cotovelo estendido e o antebraço pronado, com o punho flexionado. A força de preensão da mão é tipicamente preservada, o que é um ponto crucial para diferenciá-la de outras lesões do plexo. O diagnóstico é clínico, mas exames complementares como eletroneuromiografia podem ser úteis para avaliar a extensão da lesão. O manejo inicial envolve fisioterapia para manter a amplitude de movimento e prevenir contraturas. A maioria dos casos de Paralisia de Erb-Duchenne tem bom prognóstico com recuperação espontânea nos primeiros meses de vida. No entanto, em casos de lesão mais grave ou ausência de melhora, a intervenção cirúrgica (neuroplastia) pode ser considerada para restaurar a função. É fundamental que residentes saibam identificar precocemente essa condição para garantir o início rápido da reabilitação.
Os sinais incluem adução e rotação interna do braço, extensão do cotovelo, pronação do antebraço e flexão do punho (posição de "gorjeta de garçom"), com a força da mão geralmente preservada.
Os principais fatores de risco são macrossomia fetal, distocia de ombro, parto vaginal assistido (fórceps ou vácuo), multiparidade e diabetes gestacional materna.
A Paralisia de Erb-Duchenne afeta os nervos superiores (C5-C6) e preserva a função da mão. A Paralisia de Klumpke afeta os nervos inferiores (C8-T1), resultando em fraqueza ou paralisia da mão e dos dedos, podendo haver síndrome de Horner.
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