Paralisia de Erb-Duchenne: Diagnóstico e Sinais Clínicos

FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2023

Enunciado

Recém-nascido com 24 horas de vida, macrossômico, apresentando durante avaliação em alojamento conjunto, adução e rotação interna do braço esquerdo, com pronação do antebraço e reflexo de Moro ausente no lado afetado. Qual o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Paralisia de Erb-Duchenne.
  2. B) Pseudoparalisia de Parrot.
  3. C) Sinostose radioulnar.
  4. D) Fratura de clavícula.

Pérola Clínica

Paralisia de Erb-Duchenne = lesão C5-C6 → "gorjeta de garçom" (adução, rotação interna, pronação), Moro ausente.

Resumo-Chave

A Paralisia de Erb-Duchenne é a forma mais comum de lesão do plexo braquial obstétrico, tipicamente associada à distocia de ombro em recém-nascidos macrossômicos. Caracteriza-se pela lesão das raízes C5-C6, resultando na postura clássica de "gorjeta de garçom" e ausência do reflexo de Moro no lado afetado.

Contexto Educacional

A Paralisia de Erb-Duchenne é a forma mais comum de lesão do plexo braquial obstétrico, uma condição neurológica que afeta os nervos que controlam os movimentos e a sensibilidade do braço e da mão. Geralmente ocorre durante o parto, especialmente em situações de distocia de ombro, onde há dificuldade na saída do ombro fetal após a cabeça, levando a um estiramento excessivo do plexo braquial. Recém-nascidos macrossômicos são um grupo de risco elevado para essa complicação. Clinicamente, a Paralisia de Erb-Duchenne resulta da lesão das raízes nervosas C5 e C6 (e, por vezes, C7). Os sinais característicos incluem a postura de "gorjeta de garçom", onde o braço está aduzido e em rotação interna, o antebraço pronado e o punho flexionado. Há fraqueza ou paralisia dos músculos deltóide, supraespinhal, infraespinhal, bíceps e braquial. O reflexo de Moro está ausente ou diminuído no lado afetado, enquanto o reflexo de preensão palmar geralmente é preservado. O diagnóstico é clínico, baseado na observação da postura e na avaliação dos reflexos e movimentos do recém-nascido. O manejo inicial envolve fisioterapia para manter a amplitude de movimento e prevenir contraturas. A maioria dos casos de Paralisia de Erb-Duchenne tem bom prognóstico com recuperação espontânea ou com fisioterapia, mas casos mais graves podem necessitar de intervenção cirúrgica para reparo nervoso. É crucial o acompanhamento multidisciplinar para otimizar a recuperação funcional e minimizar sequelas a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da Paralisia de Erb-Duchenne em recém-nascidos?

Os sinais clássicos incluem adução e rotação interna do braço, pronação do antebraço e extensão do cotovelo, resultando na postura de "gorjeta de garçom". O reflexo de Moro está ausente no lado afetado.

Qual a principal causa da Paralisia de Erb-Duchenne?

A principal causa é a lesão do plexo braquial durante o parto, frequentemente associada à distocia de ombro, especialmente em recém-nascidos macrossômicos ou em partos difíceis.

Como diferenciar a Paralisia de Erb-Duchenne de outras lesões do plexo braquial?

A Paralisia de Erb-Duchenne afeta as raízes C5-C6, comprometendo principalmente os músculos do ombro e cotovelo. A Paralisia de Klumpke, por outro lado, afeta C8-T1, resultando em fraqueza da mão e dedos, com preservação da função do ombro e cotovelo.

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