Paralisia de Corda Vocal: Anatomia, Sintomas e Tratamento

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2024

Enunciado

As causas de paralisia das cordas vocais incluem trauma cirúrgico (geralmente tireoidectomia), neoplasias da tireoide, mediastino, esôfago ou laringe, compressão mediastinal, neuropatia viral, doença vascular do colágeno, sarcoidose, neuropatia diabética e outros fatores relatados. A etiologia continua desconhecida em 20% dos pacientes. Com base nesse tema, julgue as seguintes afirmações como verdadeiras (V) ou falsas (F).1. Provavelmente devido ao seu trajeto mais longo do nervo recorrente direito, a paralisia da corda vocal direita é mais comum do que a da esquerda.2. O tratamento da paralisia das pregas vocais pode ser feito com a reinervação laríngea através de uma anastomose em alça cervical-nervo laríngeo recorrente, a qual proporciona uma medialização com tônus para a corda, mas leva vários meses para se tornar eficaz.3. Os pacientes com imobilidade unilateral da corda vocal apresentam-se assintomáticos, devido à sua capacidade compensatória da corda contralateral.Sendo, (V) para verdadeiro e (F) para falso, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) 1V – 2F – 3V.
  2. B) 1V – 2V – 3F.
  3. C) 1F – 2F – 3V.
  4. D) 1F – 2V – 3F.

Pérola Clínica

Paralisia corda vocal: N. Recorrente ESQUERDO mais longo, mais comum. Unilateral causa disfonia/aspiração. Reinervação é opção lenta.

Resumo-Chave

A paralisia da corda vocal esquerda é mais comum devido ao trajeto mais longo do nervo laríngeo recorrente esquerdo, que desce até o arco aórtico. Pacientes com paralisia unilateral geralmente apresentam sintomas como disfonia e, em alguns casos, aspiração, não sendo assintomáticos. A reinervação laríngea é uma opção de tratamento que proporciona tônus, mas com resultados que demoram meses para se manifestar.

Contexto Educacional

A paralisia das cordas vocais é uma condição que afeta a voz e, por vezes, a deglutição, resultante da disfunção do nervo laríngeo recorrente ou, menos comumente, do nervo laríngeo superior. As causas são variadas, incluindo trauma cirúrgico (especialmente tireoidectomia), neoplasias (tireoide, pulmão, esôfago, mediastino), neuropatias virais, e doenças sistêmicas. A etiologia idiopática ainda representa uma parcela significativa dos casos. Anatomicamente, o nervo laríngeo recorrente esquerdo tem um trajeto mais longo, descendo até o arco aórtico antes de ascender à laringe, o que o torna mais suscetível a lesões por compressão ou trauma em comparação com o nervo laríngeo recorrente direito. Consequentemente, a paralisia da corda vocal esquerda é mais comum. A imobilidade unilateral da corda vocal geralmente causa disfonia (voz rouca, soprosa, fraca) e pode levar à aspiração, especialmente de líquidos, devido ao fechamento glótico incompleto. Pacientes raramente são assintomáticos, pois a corda contralateral não consegue compensar totalmente. O tratamento da paralisia das cordas vocais depende da etiologia, do tempo de evolução e dos sintomas. Opções incluem fonoterapia, procedimentos de medialização (injeção de preenchedores, tireoplastia tipo I) para melhorar o fechamento glótico e a qualidade vocal, e, em casos selecionados, a reinervação laríngea. A reinervação, como a anastomose em alça cervical-nervo laríngeo recorrente, busca restaurar o tônus e a massa muscular da corda vocal, mas seus efeitos demoram vários meses para se manifestar, exigindo paciência e acompanhamento.

Perguntas Frequentes

Qual nervo é mais frequentemente afetado na paralisia de corda vocal e por quê?

O nervo laríngeo recorrente esquerdo é mais frequentemente afetado devido ao seu trajeto mais longo, que o leva a contornar o arco aórtico, tornando-o mais vulnerável a lesões por compressão ou trauma cirúrgico em comparação com o nervo direito.

Quais são os sintomas comuns da paralisia unilateral da corda vocal?

Os sintomas mais comuns incluem disfonia (rouquidão, voz fraca ou soprosa), fadiga vocal e, em alguns casos, aspiração de líquidos ou alimentos, especialmente em paralisias mais graves ou quando a compensação da corda contralateral é insuficiente.

Como funciona a reinervação laríngea e quais são suas limitações?

A reinervação laríngea, como a anastomose em alça cervical-nervo laríngeo recorrente, visa restaurar o tônus e a massa da corda vocal paralisada. Sua principal limitação é o tempo prolongado (vários meses) para que os resultados funcionais se tornem evidentes, exigindo reabilitação vocal.

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