UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Em relação à paralisia cerebral espástica em crianças, é correto afirmar:
PC espástica: injúria hipóxico-isquêmica e malformações do encéfalo são fatores de risco chave.
A paralisia cerebral espástica, o tipo mais comum de PC, resulta de lesões cerebrais não progressivas ocorridas no período pré, peri ou pós-natal. Fatores de risco importantes incluem a injúria hipóxico-isquêmica e as malformações congênitas do encéfalo, que afetam o desenvolvimento motor e resultam em hipertonia e reflexos exagerados.
A paralisia cerebral (PC) é um grupo de distúrbios permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, que causam limitação da atividade, atribuídos a distúrbios não progressivos que ocorreram no cérebro fetal ou infantil em desenvolvimento. A paralisia cerebral espástica é o tipo mais comum, representando cerca de 80% dos casos, e é caracterizada por aumento do tônus muscular (espasticidade) devido a lesões no córtex motor ou nas vias piramidais. A etiologia da PC é multifatorial, mas os fatores de risco mais consistentemente associados incluem a prematuridade, baixo peso ao nascer, infecções congênitas (como TORCH), hemorragia intraventricular, leucomalácia periventricular e, como destacado na questão, a injúria hipóxico-isquêmica e as malformações congênitas do encéfalo. A injúria hipóxico-isquêmica, muitas vezes decorrente de complicações no parto ou período neonatal, pode levar a danos cerebrais que resultam em disfunção motora. É crucial para o residente diferenciar a natureza não progressiva da lesão cerebral da PC da possível mudança nas manifestações clínicas ao longo do tempo. O diagnóstico precoce e a intervenção multidisciplinar são fundamentais para otimizar o desenvolvimento e a qualidade de vida dessas crianças, focando em reabilitação, manejo da espasticidade e prevenção de complicações secundárias.
Os principais fatores de risco para a paralisia cerebral espástica incluem a injúria hipóxico-isquêmica (falta de oxigênio e fluxo sanguíneo para o cérebro), malformações congênitas do encéfalo, infecções intrauterinas, prematuridade extrema e baixo peso ao nascer.
Não, a paralisia cerebral espástica não é tipicamente progressiva. A lesão cerebral que a causa é estática e não piora com o tempo. No entanto, as manifestações clínicas e as necessidades de suporte podem mudar à medida que a criança cresce e se desenvolve.
A espasticidade é um componente da síndrome do neurônio motor superior, caracterizada por hipertonia dependente da velocidade, hiperreflexia e clônus. A síndrome do neurônio motor inferior, por outro lado, apresenta fraqueza, hipotonia, atrofia muscular e hiporreflexia ou arreflexia.
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