UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Menina, 5 anos, diagnosticada com paralisia cerebral, foi encaminhada para uma avaliação detalhada de seu estado nutricional. Ao considerar a avaliação nutricional em crianças com paralisia cerebral, é correto:
Gravidade da Paralisia Cerebral (GMFCS) → Define necessidade calórica e risco de desnutrição.
A gestão nutricional na paralisia cerebral deve ser individualizada, considerando o tônus muscular, a mobilidade e a presença de disfagia para evitar desnutrição crônica.
Crianças com paralisia cerebral (PC) enfrentam múltiplos desafios nutricionais, desde dificuldades na mastigação e deglutição até alterações no metabolismo basal. O tipo clínico (espástica, discinética) e o nível funcional pelo sistema GMFCS são os principais preditores do estado nutricional. Intervenções precoces com adaptação de texturas ou via alternativa de alimentação (gastrostomia) são cruciais para o crescimento. Paralelamente, o caso clínico de síndrome nefrótica destaca a importância de reconhecer a tríade de edema, proteinúria e hipoalbuminemia. Em crianças pequenas, a Doença de Lesões Mínimas é a causa mais comum, respondendo bem à corticoterapia, mas exigindo monitoramento rigoroso de complicações como infecções e eventos tromboembólicos.
A espasticidade e os movimentos involuntários (distonia) aumentam o gasto energético basal, enquanto a imobilidade severa pode reduzi-lo. A avaliação deve ser personalizada conforme o nível motor.
Caracteriza-se por proteinúria maciça, hipoalbuminemia (< 2,5 g/dL), edema e frequentemente hiperlipidemia. O aumento da creatinina pode indicar lesão renal aguda associada.
Devido a contraturas, escoliose e perda de massa muscular, as medidas antropométricas tradicionais são imprecisas. Recomenda-se o uso de pregas cutâneas e medidas de segmentos (comprimento do fêmur).
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