Avaliação Nutricional na Paralisia Cerebral e Síndrome Nefrótica

UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025

Enunciado

Menina, 5 anos, diagnosticada com paralisia cerebral, foi encaminhada para uma avaliação detalhada de seu estado nutricional. Ao considerar a avaliação nutricional em crianças com paralisia cerebral, é correto:

Alternativas

  1. A) A anormalidade do tônus muscular não exerce impacto significativo sobre o gasto energético basal.
  2. B) O tipo e a gravidade da paralisia cerebral são determinantes cruciais na avaliação e gestão do estado nutricional.
  3. C) A intervenção nutricional deve priorizar a redução ponderal e a rigorosa monitorização do índice de massa corporal.
  4. D) As adaptações na textura dos alimentos não são adequadas para esta população específica. Atenção: Leia o caso a seguir para responder as questões 15 e 16. Menino, 1a, pardo, previamente hígido, é trazido para avaliação com história de edema periorbitário progressivo há uma semana. Mãe refere também coriza e febre há três dias. Antecedentes pessoais: Peso ao nascimento = 3050 g; Apgar 9 e 10. Antecedentes familiares: pais não consanguíneos. Exame físico: PA sistólica e diastólica = percentil 95; descorado +/4; hidratado; Peso habitual = 9,2 Kg; Peso atual = 11,3 Kg. Edema generalizado, sem edema escrotal. Foi feita hipótese diagnóstica de síndrome nefrótica descompensada e indicada internação hospitalar e avaliação diagnóstica inicial. Exames laboratoriais séricos: creatinina = 0,7 mg/dL (creatinina anterior = 0,25mg/dL); albumina = 0,9g/dL; C3 e C4 normais; sódio = 132 mEq/L; Colesterol total = 432 mg/dL; LDL colesterol = 330 mg/dL; hematócrito = 52; hemoglobina = 16,2 g/dL; plaquetas = 450.000/mm³. Exame de urina: densidade = 1033; proteínas 3+/4+; hemácias

Pérola Clínica

Gravidade da Paralisia Cerebral (GMFCS) → Define necessidade calórica e risco de desnutrição.

Resumo-Chave

A gestão nutricional na paralisia cerebral deve ser individualizada, considerando o tônus muscular, a mobilidade e a presença de disfagia para evitar desnutrição crônica.

Contexto Educacional

Crianças com paralisia cerebral (PC) enfrentam múltiplos desafios nutricionais, desde dificuldades na mastigação e deglutição até alterações no metabolismo basal. O tipo clínico (espástica, discinética) e o nível funcional pelo sistema GMFCS são os principais preditores do estado nutricional. Intervenções precoces com adaptação de texturas ou via alternativa de alimentação (gastrostomia) são cruciais para o crescimento. Paralelamente, o caso clínico de síndrome nefrótica destaca a importância de reconhecer a tríade de edema, proteinúria e hipoalbuminemia. Em crianças pequenas, a Doença de Lesões Mínimas é a causa mais comum, respondendo bem à corticoterapia, mas exigindo monitoramento rigoroso de complicações como infecções e eventos tromboembólicos.

Perguntas Frequentes

Como o tônus muscular afeta o gasto energético na paralisia cerebral?

A espasticidade e os movimentos involuntários (distonia) aumentam o gasto energético basal, enquanto a imobilidade severa pode reduzi-lo. A avaliação deve ser personalizada conforme o nível motor.

Quais os sinais laboratoriais da Síndrome Nefrótica?

Caracteriza-se por proteinúria maciça, hipoalbuminemia (< 2,5 g/dL), edema e frequentemente hiperlipidemia. O aumento da creatinina pode indicar lesão renal aguda associada.

Por que o IMC é insuficiente na paralisia cerebral?

Devido a contraturas, escoliose e perda de massa muscular, as medidas antropométricas tradicionais são imprecisas. Recomenda-se o uso de pregas cutâneas e medidas de segmentos (comprimento do fêmur).

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