HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2021
Homem, 52 anos, procura a Unidade de Saúde com relato de ter acordado com a hemiface direita caída, além de não conseguir fechar bem o olho do mesmo lado. No dia anterior havia percebido otalgia direita e notado que os sons habituais se tornaram incômodos. Refere parestesia ao redor da orelha ipsilateral à paralisia e redução do paladar. Nega perda auditiva, febre e outros sintomas. Ao exame físico, apresenta fraqueza na hemiface direita, apagamento no sulco nasolabial direito, impossibilidade de fechar o olho direito, franzir a fronte e mostrar os dentes do mesmo lado. Otoscopia normal. Demais aspectos do exame físico sem alterações. Qual é o tratamento farmacológico de escolha para a principal hipótese diagnóstica do quadro clínico descrito?
Paralisia facial periférica aguda + otalgia + disgeusia + hiperacusia = Paralisia de Bell → Prednisona (corticoide) é o tratamento de escolha.
A Paralisia de Bell é uma paralisia facial periférica idiopática, com início agudo e sintomas associados como otalgia, disgeusia e hiperacusia. O tratamento de escolha é a corticoterapia oral, idealmente iniciada nas primeiras 72 horas para otimizar a recuperação.
A Paralisia de Bell é a causa mais comum de paralisia facial periférica idiopática, resultando de uma disfunção aguda do nervo facial (VII par craniano). Caracteriza-se por um início súbito de fraqueza ou paralisia unilateral da musculatura facial, afetando tanto a porção superior (incapacidade de franzir a testa e fechar o olho) quanto a inferior da face. Sintomas associados podem incluir otalgia, hiperacusia, disgeusia e parestesia periauricular. A fisiopatologia é incerta, mas acredita-se que envolva inflamação e edema do nervo facial, possivelmente de origem viral (Herpes simplex). O diagnóstico é clínico, por exclusão de outras causas. É crucial diferenciar da paralisia facial central, que poupa a musculatura da fronte. O tratamento farmacológico de escolha é a corticoterapia oral, como a prednisona, iniciada o mais precocemente possível (idealmente nas primeiras 72 horas) para reduzir a inflamação e melhorar o prognóstico de recuperação completa. Antivirais podem ser considerados em casos graves ou com suspeita de etiologia herpética, mas sua eficácia isolada é controversa. A proteção ocular é fundamental para prevenir ceratite por exposição.
A Paralisia de Bell manifesta-se como fraqueza ou paralisia súbita de um lado da face, afetando a testa, o olho (dificuldade em fechar) e a boca. Pode haver otalgia, alteração do paladar (disgeusia) e sensibilidade aumentada a sons (hiperacusia) no lado afetado.
O tratamento de primeira linha é a corticoterapia oral, geralmente com prednisona, iniciada idealmente dentro de 72 horas do início dos sintomas para reduzir a inflamação do nervo facial e melhorar a recuperação da função.
A Paralisia de Bell é uma paralisia facial periférica, afetando tanto a parte superior quanto inferior da face. Paralisias faciais centrais (como em AVC) poupam a fronte. Outras causas incluem infecções (Herpes-zoster - Síndrome de Ramsay Hunt), tumores e trauma, que devem ser excluídas.
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