TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2023
Com relação à paralisia de Bell, assinale a alternativa incorreta.
Paralisia facial periférica (Bell) = Diagnóstico clínico. Não requer exames de imagem rotineiros.
A paralisia de Bell é uma neuropatia periférica idiopática do VII par craniano, de diagnóstico clínico, caracterizada por início súbito e acometimento de toda a hemiface.
A paralisia de Bell é a causa mais comum de paralisia facial unilateral aguda, com incidência anual de 15 a 30 casos por 100.000 pessoas. A etiologia exata permanece incerta, mas a teoria mais aceita é a reativação do vírus Herpes Simples tipo 1 no gânglio geniculado, levando a edema e compressão do nervo facial em seu trajeto ósseo. O diagnóstico é baseado na história clínica e no exame físico, observando-se o sinal de Bell (desvio do globo ocular para cima ao tentar fechar o olho). É imperativo diferenciar de causas secundárias, como Doença de Lyme, Síndrome de Ramsay Hunt (herpes zoster oticus) e neoplasias de parótida. O prognóstico é geralmente bom, com cerca de 70-85% dos pacientes apresentando recuperação completa espontânea ou com auxílio de corticoterapia precoce.
Na paralisia periférica (Bell), há fraqueza de todos os músculos da hemiface, incluindo a testa (incapacidade de franzir). Na paralisia central (como no AVC), a musculatura da testa é poupada devido à inervação cortical bilateral.
O tratamento padrão envolve o uso de corticosteroides (como a prednisona), idealmente iniciado nas primeiras 72 horas do início dos sintomas, associado à proteção ocular (lubrificantes e oclusão noturna).
Não para casos típicos. Exames de imagem são reservados para apresentações atípicas, suspeita de tumores, evolução lenta (>3 semanas) ou quando não há melhora clínica após 4 meses.
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