HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024
Homem de 57 anos de idade comparece à unidade de emergência com relato de redução de força em hemiface esquerda e desvio de rima labial para a direita há 3 dias. Vem com piora progressiva do quadro desde então. Nega alteração de fala, perda de força nos membros ou qualquer outra queixa. É previamente hígido e não faz uso de medicamentos contínuos. Ao exame, apresenta apenas as alterações mostradas nas figuras a seguir: Qual é o diagnóstico mais provável?
Paralisia facial unilateral aguda, com envolvimento da testa (não poupa a fronte) → Paralisia de Bell.
A Paralisia de Bell é uma paralisia facial periférica idiopática, caracterizada por início agudo e progressivo de fraqueza unilateral de todos os músculos da face, incluindo a testa. A ausência de outros sinais neurológicos focais e a progressão em dias são típicas, diferenciando-a de causas centrais ou outras neuropatias.
A Paralisia de Bell é a causa mais comum de paralisia facial periférica aguda, caracterizada por uma fraqueza súbita e unilateral dos músculos faciais, sem causa aparente. Afeta o nervo facial (VII par craniano) em seu trajeto, resultando em comprometimento tanto da porção superior quanto inferior da face, incluindo a incapacidade de enrugar a testa, fechar o olho e desviar a rima labial. Sua importância reside na necessidade de um diagnóstico rápido para iniciar o tratamento e diferenciar de outras condições mais graves. A fisiopatologia da Paralisia de Bell é idiopática, mas a teoria mais aceita envolve a reativação viral (principalmente Herpes Simplex) levando a inflamação, edema e compressão do nervo facial dentro do canal ósseo. O diagnóstico é clínico, baseado na apresentação aguda e unilateral da paralisia facial completa, sem outros sinais neurológicos focais. É crucial excluir outras causas como AVC, tumores, infecções (Herpes Zoster, Lyme) e doenças autoimunes. O tratamento visa reduzir a inflamação e acelerar a recuperação. Corticosteroides (prednisona) são a base do tratamento, com melhor eficácia se iniciados nas primeiras 72 horas do início dos sintomas. Antivirais podem ser adicionados, embora seu benefício isolado seja controverso. A proteção ocular é fundamental para prevenir ceratite por exposição, devido à dificuldade de fechar o olho. A maioria dos pacientes se recupera completamente, mas alguns podem ter sequelas como sincinesias ou fraqueza residual.
Na paralisia facial periférica (como a de Bell), há comprometimento de toda a hemiface, incluindo a testa. Na paralisia facial central (como no AVC), a testa é poupada, e o paciente consegue enrugar a fronte.
A Paralisia de Bell é idiopática, mas acredita-se que seja causada por inflamação e edema do nervo facial (VII par craniano), frequentemente associada à reativação do vírus Herpes Simplex.
O tratamento inicial geralmente envolve corticosteroides (prednisona) para reduzir a inflamação do nervo, e antivirais (aciclovir ou valaciclovir) podem ser considerados, especialmente se iniciados precocemente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo