Parafimose Pediátrica: Diagnóstico e Manejo de Urgência

Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2023

Enunciado

Menino de 3 anos é trazido pela mãe com quadro de edema em glande há 6 horas, após tentativa de retração parcial do prepúcio. Há sinais de congestão venosa e a dor é intensa, deixando a criança irritada e pouco colaborativa. Qual é o diagnóstico e a conduta mais adequados?

Alternativas

  1. A) Parafimose - drenagem por punção da glande e redução prepúcio.
  2. B) Fimose - postectomia de urgência sob anestesia geral.
  3. C) Fimose - frenulotomia descompressiva.
  4. D) Fimose - secção longitudinal prepúcio sob analgesia.
  5. E) Parafimose - tentativa de redução incruenta sob anestesia geral.

Pérola Clínica

Edema de glande + prepúcio retraído em criança = Parafimose. Conduta inicial: redução incruenta (com analgesia/sedação).

Resumo-Chave

O quadro de edema de glande e prepúcio retraído que não retorna à posição normal é diagnóstico de parafimose, uma emergência urológica. A dor intensa e a congestão venosa indicam risco de isquemia. A conduta inicial é a tentativa de redução incruenta, que pode exigir sedação ou anestesia geral em crianças devido à dor e falta de colaboração.

Contexto Educacional

A parafimose é uma emergência urológica caracterizada pela incapacidade de retornar o prepúcio retraído sobre a glande à sua posição anatômica normal, resultando em um anel constritor que causa edema e congestão da glande. É mais comum em crianças e adolescentes, frequentemente precipitada por manipulação forçada do prepúcio durante higiene ou cateterismo. A epidemiologia mostra que, embora menos comum que a fimose, a parafimose exige intervenção imediata para evitar complicações graves. A fisiopatologia envolve o estrangulamento da glande pelo anel prepucial, levando a edema venoso e linfático, que por sua vez agrava a constrição, formando um ciclo vicioso. Se não tratada, pode evoluir para isquemia, necrose e autoamputação da glande. Clinicamente, o paciente apresenta dor intensa, edema da glande e do prepúcio distal ao anel constritor, e a criança pode estar irritada e pouco colaborativa. O diagnóstico é clínico e evidente ao exame físico. A conduta mais adequada é a tentativa de redução incruenta, que consiste em comprimir a glande para reduzir o edema e, em seguida, manipular o prepúcio para reposicioná-lo. Em crianças, devido à dor e à falta de colaboração, essa manobra frequentemente requer analgesia local, sedação ou até anestesia geral para ser bem-sucedida e menos traumática. Em casos de falha da redução incruenta ou sinais de isquemia grave, a postectomia (circuncisão) de urgência ou uma incisão dorsal do prepúcio pode ser necessária. O reconhecimento e tratamento rápidos são cruciais para preservar a viabilidade da glande.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas da parafimose em crianças?

Os sinais incluem edema e dor na glande, anel constritor do prepúcio atrás da coroa da glande, e congestão venosa, podendo evoluir para isquemia.

Qual a diferença entre fimose e parafimose?

Fimose é a incapacidade de retrair o prepúcio sobre a glande. Parafimose é quando o prepúcio, uma vez retraído, não consegue retornar à sua posição normal, estrangulando a glande.

Qual a conduta inicial para a parafimose?

A conduta inicial é a tentativa de redução incruenta, que envolve compressão da glande para reduzir o edema e, em seguida, a manipulação do prepúcio para reposicioná-lo. Pode ser necessária analgesia ou sedação.

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