Partograma: Diagnóstico de Parada Secundária de Dilatação

SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Qual é o diagóstico desse partograma? (VER IMAGEM) 

Alternativas

  1. A) Trabalho de parto com evolução normal.
  2. B) Fase ativa prolongada. 
  3. C) Período expulsivo prolongado.
  4. D) Parada secundária de dilatação.

Pérola Clínica

Partograma com dilatação cervical estacionada por ≥ 2h na fase ativa → parada secundária de dilatação.

Resumo-Chave

A parada secundária de dilatação é caracterizada pela ausência de progressão da dilatação cervical por um período mínimo de duas horas na fase ativa do trabalho de parto, após a dilatação ter atingido pelo menos 6 cm. É uma distocia comum que requer intervenção.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial na obstetrícia para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar distocias precocemente. Sua correta interpretação permite a tomada de decisões clínicas oportunas, visando a segurança materno-fetal. A identificação de padrões anormais, como a parada secundária de dilatação, é crucial para evitar complicações. A fase ativa do trabalho de parto inicia-se quando a dilatação cervical atinge 6 cm. A parada secundária de dilatação é diagnosticada quando, após atingir essa fase, a dilatação cervical não progride por um período de duas horas ou mais, apesar de contrações uterinas adequadas. Este cenário indica uma falha na progressão do parto, que pode ser causada por fatores como desproporção céfalo-pélvica, atividade uterina ineficaz ou má posição fetal. A conduta diante de uma parada secundária de dilatação depende da causa subjacente. Se houver contrações inadequadas, a ocitocina pode ser utilizada para aumentá-las. No entanto, se houver suspeita de desproporção céfalo-pélvica ou outras causas obstrutivas, a cesariana pode ser a via de parto mais segura. A avaliação cuidadosa da apresentação fetal e da pelve materna é fundamental para guiar a decisão.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar parada secundária de dilatação?

O diagnóstico de parada secundária de dilatação é feito quando há ausência de progressão da dilatação cervical por pelo menos duas horas, na fase ativa do trabalho de parto (≥ 6 cm de dilatação).

Qual a diferença entre fase ativa prolongada e parada secundária de dilatação?

A fase ativa prolongada é caracterizada por uma taxa de dilatação mais lenta que o normal (menos de 1,2 cm/h em primíparas ou 1,5 cm/h em multíparas). A parada secundária é a ausência completa de dilatação por um período de tempo definido.

Quais são as possíveis causas de parada secundária de dilatação?

As causas podem incluir contrações uterinas inadequadas (hipoatividade uterina), desproporção céfalo-pélvica, má posição fetal ou deflexão da apresentação.

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