Partograma: Diagnóstico de Parada Secundária da Dilatação

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013

Enunciado

Primigesta com 30 anos de idade, 38 semanas de gestação e pré-natal sem intercorrências, é admitida na Maternidade em trabalho de parto. Ao exame físico na admissão, pressão arterial = 100 x 60 mmHg, altura uterina = 35 cm, dinâmica uterina - 2 contrações em 10 minutos, frequência cardíaca fetal = 140 bpm. Ao toque vaginal, colo fino, 3 cm de dilatação, apresentação cefálica, bolsa íntegra: Analisando a evolução do trabalho de parto, conforme o partograma mostrado acima, a hipótese diagnóstica e a conduta correta, após 10 horas de observação, são, respectivamente:

Alternativas

  1. A) Fase ativa prolongada; administrar ocitocina.
  2. B) Parada secundária da descida; realizar cesariana.
  3. C) Parada secundária da dilatação; realizar cesariana.
  4. D) Parada secundária da dilatação; administrar ocitocina.
  5. E) Parada secundária da descida; realizar analgesia (bloqueio combinado).

Pérola Clínica

Dilatação estagnada por ≥ 2 horas em fase ativa → Parada secundária da dilatação.

Resumo-Chave

A parada secundária da dilatação é caracterizada pela interrupção da progressão cervical por pelo menos duas horas durante a fase ativa, frequentemente indicando desproporção cefalopélvica ou distocia.

Contexto Educacional

O partograma é a ferramenta padrão-ouro da OMS para monitorar o trabalho de parto. Ele permite a visualização gráfica da dilatação cervical e da descida da apresentação fetal em relação ao tempo. A fase ativa inicia-se geralmente aos 4-6 cm de dilatação, quando a curva de dilatação assume uma inclinação mais acentuada. A parada secundária da dilatação é uma distocia de evolução. Quando diagnosticada, o obstetra deve avaliar o 'tripé do parto': força (contrações), objeto (feto) e trajeto (pelve). Se a dinâmica uterina estiver correta e não houver progressão, a desproporção cefalopélvica torna-se a principal hipótese, justificando a interrupção do parto por via alta (cesariana).

Perguntas Frequentes

O que define a parada secundária da dilatação?

É definida pela manutenção da dilatação cervical em dois exames de toque vaginal realizados com intervalo de pelo menos 2 horas, após a paciente já ter entrado na fase ativa do trabalho de parto.

Qual a conduta inicial na parada de dilatação?

A conduta depende da causa. Se houver hipoatividade uterina, pode-se tentar amniotomia ou ocitocina. Contudo, se a dinâmica for adequada e houver suspeita de desproporção cefalopélvica (DCP), a indicação é cesariana.

Qual a diferença entre fase ativa prolongada e parada secundária?

Na fase ativa prolongada, a dilatação ocorre, mas de forma lenta (menos de 1 cm/hora). Na parada secundária, a dilatação é totalmente interrompida por 2 horas ou mais.

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