FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Uma secundigesta, que teve um aborto anterior, apresentava idade gestacional de 38 semanas, e estava internada em trabalho de parto espontâneo, com bolsa íntegra e vitalidade fetal preservada. O exame físico apresentou dinâmica uterina com 4 contrações fortes de duração de 40 segundos em 10 minutos. O partograma da paciente está demonstrado logo a seguir.Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico representado no partograma e a conduta adequada.
Parada secundária da dilatação (partograma) → amniotomia para acelerar o trabalho de parto.
A parada secundária da dilatação é diagnosticada quando não há progresso na dilatação cervical por um período definido na fase ativa do trabalho de parto, apesar de contrações uterinas adequadas. Nesses casos, a rotura artificial das membranas (amniotomia) é uma conduta comum para estimular a progressão do parto.
O trabalho de parto é um processo dinâmico que envolve contrações uterinas, dilatação cervical e descida fetal. O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto, identificar desvios da normalidade e auxiliar na tomada de decisões clínicas. A interpretação correta do partograma é crucial para prevenir distocias e complicações maternas e fetais. A parada secundária da dilatação é uma das distocias mais comuns na fase ativa do trabalho de parto. Ela ocorre quando, após um período de dilatação progressiva, o colo uterino deixa de dilatar por um tempo prolongado, apesar de uma dinâmica uterina aparentemente adequada. Os critérios diagnósticos podem variar ligeiramente, mas geralmente envolvem a ausência de mudança na dilatação por pelo menos duas horas. Para residentes e estudantes, o reconhecimento precoce da parada secundária da dilatação é vital. A conduta inicial, após descartar outras causas de distocia, frequentemente envolve a rotura artificial das membranas (amniotomia). A amniotomia pode potencializar as contrações uterinas e liberar prostaglandinas, que auxiliam na dilatação cervical. Se a amniotomia não for suficiente, a ocitocina pode ser utilizada para otimizar a dinâmica uterina. O objetivo é garantir a progressão segura do trabalho de parto e evitar intervenções mais invasivas, como a cesariana, quando possível.
A parada secundária da dilatação é caracterizada pela ausência de progresso na dilatação cervical por um período mínimo de 2 horas na fase ativa do trabalho de parto, mesmo com contrações uterinas consideradas adequadas.
A principal conduta é a rotura artificial das membranas (amniotomia), que pode liberar prostaglandinas e intensificar as contrações uterinas, auxiliando na progressão da dilatação. Se não houver resposta, a ocitocina pode ser considerada.
O partograma é uma ferramenta gráfica que registra a evolução da dilatação cervical e da descida fetal ao longo do tempo. A linha de alerta e a linha de ação indicam quando a progressão do trabalho de parto está aquém do esperado, sinalizando uma possível distocia, como a parada da dilatação.
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