Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2022
Paciente de 22 anos de idade, G1 P0 A0, está com 40 semanas e cinco dias de gestação e chega à maternidade relatando contrações uterinas dolorosas. Nega perda de líquido ou sangramento genital. Ao ser examinada, sua PA é de 110/70 mmHg e FC 90 bpm. As contrações uterinas estão ocorrendo a cada quatro minutos e o BCF é 148 bpm. Ao toque vaginal, o colo está com 3 cm de dilataçãoe 90% apagado, a bolsa está íntegra, e o polo cefálico está alto. Não desejou analgesia durante o acompanhamento do trabalho de parto.Analise o padrão de dilatação do colo uterino e da descida do polo cefálico a seguir e assinale a alternativa incorreta.
Parada secundária da dilatação → diagnóstico com 2 toques sucessivos (≥2h), conduta depende da causa e evolução.
A parada secundária da dilatação é um diagnóstico de distocia do trabalho de parto, caracterizada pela ausência de progressão da dilatação cervical por um período determinado. A conduta não é automaticamente cesariana ou fórceps em 6 horas, mas sim uma avaliação cuidadosa da causa e da possibilidade de correção.
A parada secundária da dilatação é uma das distocias da fase ativa do trabalho de parto, caracterizada pela ausência de progressão da dilatação cervical após a fase de aceleração. É um evento de grande importância clínica, pois pode levar a desfechos maternos e fetais adversos se não for adequadamente diagnosticada e manejada. A epidemiologia varia, mas é uma causa comum de prolongamento do trabalho de parto e indicação de cesariana. A fisiopatologia envolve principalmente a desproporção cefalopélvica (DCP), seja ela absoluta (bacia materna inadequada) ou relativa (feto grande para a bacia), ou ainda contrações uterinas inadequadas (hipoatividade uterina). O diagnóstico é estabelecido por meio de toques vaginais seriados, com intervalo de pelo menos duas horas, que demonstram a ausência de mudança na dilatação cervical. É fundamental monitorar o partograma para identificar precocemente essa alteração. O tratamento depende da causa subjacente. Se houver hipoatividade uterina, a ocitocina pode ser utilizada para otimizar as contrações. Se a DCP for a causa, a cesariana é a via de parto indicada. A decisão de intervenção (cesariana ou fórceps) não é baseada em um tempo fixo, mas sim na avaliação contínua da progressão do trabalho de parto, da vitalidade fetal e das condições maternas. A alternativa incorreta na questão sugere uma indicação fixa em 6 horas, o que não reflete a prática clínica baseada em evidências, que prioriza a individualização da conduta.
O diagnóstico de parada secundária da dilatação é feito por dois toques vaginais sucessivos, com intervalo de duas horas ou mais, que demonstram ausência de progressão da dilatação cervical.
A causa principal da parada secundária da dilatação é a desproporção cefalopélvica, que pode ser absoluta ou relativa, impedindo a descida e rotação do polo cefálico.
A indicação de cesariana ou fórceps depende da causa da parada, da vitalidade fetal, das condições maternas e da falha em outras medidas de correção, não havendo um tempo fixo de 6 horas para essa decisão.
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