Partograma: Identificando a Parada Secundária de Dilatação

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Pode-se afirmar, ao analisar o partograma a seguir, que ele indica:

Alternativas

  1. A) fase ativa prolongada
  2. B) parada secundária de dilatação
  3. C) parada secundária de descida
  4. D) período pélvico prolongado

Pérola Clínica

Partograma: parada secundária de dilatação = cérvix ≥ 6cm, bolsa rota, ≥ 4h sem mudança ou ≥ 6h com contrações inadequadas.

Resumo-Chave

A parada secundária de dilatação é diagnosticada quando, na fase ativa do trabalho de parto (dilatação cervical de 6 cm ou mais), não há alteração na dilatação cervical por um período de 4 horas ou mais, apesar de contrações uterinas adequadas, ou por 6 horas ou mais com contrações inadequadas. É uma distocia comum que requer intervenção.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade, permitindo intervenções oportunas. A fase ativa do trabalho de parto inicia-se com 6 cm de dilatação cervical e é caracterizada por uma progressão mais rápida da dilatação e descida fetal. A correta interpretação do partograma é crucial para a segurança materno-fetal e para a tomada de decisões clínicas. A parada secundária de dilatação é uma das distocias mais importantes a serem reconhecidas. Ela é definida pela ausência de mudança na dilatação cervical por pelo menos 4 horas com contrações uterinas adequadas (≥ 200 unidades de Montevideo) ou por 6 horas com contrações inadequadas, na fase ativa do trabalho de parto (≥ 6 cm de dilatação). Suas causas podem incluir desproporção céfalo-pélvica, má posição fetal ou contrações uterinas ineficazes. A conduta diante de uma parada secundária de dilatação envolve a reavaliação do quadro clínico, incluindo a pelvimetria clínica e a posição fetal. Se as contrações forem inadequadas, pode-se tentar a ocitocina para otimizar a dinâmica uterina. Em casos de falha de progressão ou suspeita de desproporção céfalo-pélvica, a cesariana é a via de parto indicada para evitar complicações maternas e fetais.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar a parada secundária de dilatação no partograma?

A parada secundária de dilatação é diagnosticada na fase ativa do trabalho de parto (≥ 6 cm de dilatação) quando não há mudança na dilatação cervical por 4 horas ou mais com contrações adequadas, ou por 6 horas ou mais com contrações inadequadas.

Qual a diferença entre fase ativa prolongada e parada secundária de dilatação?

A fase ativa prolongada refere-se a uma progressão mais lenta da dilatação cervical, mas ainda presente. Já a parada secundária de dilatação indica a ausência completa de progressão da dilatação por um período definido.

Qual a conduta inicial frente a uma parada secundária de dilatação?

A conduta inicial depende da causa subjacente, mas pode incluir avaliação da dinâmica uterina e, se necessário, ocitocina para otimizar as contrações, ou considerar cesariana se houver falha de progressão ou sofrimento fetal.

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