INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2011
Paciente, com 25 anos de idade, secundigesta, com parto cesáreo anterior (G2P1C1), prénatal sem intercorrências, foi internada em trabalho de parto e apresenta evolução de acordo com partograma, apresentado abaixo: Na décima hora de evolução, apresenta atividade uterina regular de 5 contrações/45 segundos/10 minutos/fortes e batimentos cardiofetais de 150 bpm. Analisando o partograma, qual é o diagnóstico e a conduta para o caso?
Dilatação completa + parada da descida fetal por ≥ 1 hora → Parada secundária da descida.
A parada secundária da descida ocorre quando, após a dilatação cervical completa, o feto não progride no canal de parto por pelo menos uma hora, indicando frequentemente desproporção cefalopélvica.
O partograma é uma ferramenta visual essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar distócias precocemente. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, a frequência cardíaca fetal e a dinâmica uterina. No cenário descrito, a paciente apresenta uma dinâmica uterina excelente (5 contrações em 10 minutos), o que descarta a hiposistolia como causa da estagnação. Se o feto não desce mesmo com motor uterino adequado, o diagnóstico de parada secundária da descida é firmado. A conduta deve ser a resolução por via alta (cesariana), especialmente se a apresentação não estiver em planos baixos de DeLee que permitissem um fórceps de alívio seguro.
É caracterizada pela ausência de progressão da descida fetal (estatismo fetal) por pelo menos uma hora após a dilatação cervical ter atingido 10 cm (fase expulsiva). No partograma, observa-se que a linha de descida permanece horizontal em dois exames sucessivos com intervalo de uma hora.
A parada secundária da dilatação ocorre durante a fase ativa do parto, onde a dilatação cervical não progride por 2 horas ou mais. A parada secundária da descida ocorre apenas quando a dilatação já está completa (10 cm), mas o feto para de descer pelo canal vaginal.
Quando há parada da descida apesar de atividade uterina adequada (como as 5 contrações fortes descritas), suspeita-se fortemente de desproporção cefalopélvica (DCP) ou distócia de trajeto. Nestas condições, a insistência no parto vaginal ou o uso inadvertido de fórceps em planos altos pode causar trauma fetal e rotura uterina.
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